Coronel BicacoRS

6.230 habitantes · IBGE 4305900

IA

Resumo socioambiental

Coronel Bicaco/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento, mas ainda distante do padrão médio do Rio Grande do Sul. A cobertura de água atingiu 76,8% em 2022, praticamente estagnada entre 2011 e 2021 e com salto expressivo apenas no último ano, ficando no percentil 50 nacional, mas bem abaixo dos 88,1% da UF. A perda de água, de 39,5% em 2022, é maior que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (36,5%), indicando ineficiência na distribuição que pressiona a sustentabilidade do sistema mesmo com a ampliação da cobertura.

No esgotamento sanitário, o município tem 77,3% dos domicílios com coleta em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) mas ainda longe dos 82,7% do RS. O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 29,7% (2010) para 18,9% (2022), permanece superior à mediana do país (14,9%) e muito acima da UF (4,5%), o que sugere que parte da população ainda não é atendida por soluções adequadas de esgotamento — um ponto de atenção que dialoga com o desempenho ambiental das emissões de resíduos.

Nas emissões de GEE, o município registrou 125.270 tCO₂e em 2024, com alta de 48,7% desde 2010, mas em recuo frente ao pico de 2023 (170.321 tCO₂e). O valor fica próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 3.235 tCO₂e, estão abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 31, o que é coerente com a melhoria no destino de dejetos observada no Censo. Já as emissões de energia somaram 20.568 tCO₂e em 2024, com crescimento de 64,3% no período e acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor energético é hoje o principal vetor de pressão nas emissões locais.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 2 ocorrências de cheia e 7 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), colocando Coronel Bicaco em percentis elevados de vulnerabilidade (87 e 81, respectivamente). Em contrapartida, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,895), sugerindo perspectiva relativamente favorável no longo prazo, desde que mantidos os investimentos em redução de perdas e ampliação do saneamento observados na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.5%

2024

51
16.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.6%

2024

36
27.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.3%

2022

51
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.9%

2022

42
36.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

35 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

35 kW

2024

2
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

125.270 tCO₂e

2024

53
48.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.235 tCO₂e

2024

73
6.7% no período

Emissões de energia

SEEG

20.568 tCO₂e

2024

48
64.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.