Fagundes VarelaRS
2.620 habitantes · IBGE 4307864
Resumo socioambiental
Fagundes Varela/RS apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que atingiu 56,4% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município apenas no percentil 26. Ainda assim, houve avanço recente, com alta de 8,2% em relação à série histórica estagnada em torno de 50-53% entre 2008 e 2021. O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2013, único dado disponível), enquanto a coleta, embora alta em termos relativos (98,7% em 2013), carece de atualização e não resolve o problema de fundo: sem tratamento, o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente. A perda de água na distribuição, de 23,1% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (36,5%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede, apesar da baixa cobertura.
No que se refere a resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu para 3,0% em 2022 (ante 5,6% em 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média gaúcha (4,5%), no percentil 16. Por outro lado, a coleta domiciliar regrediu significativamente, de 94,4% (2010) para 70,7% (2022), queda de 25,1%, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%). Essa combinação — menos coleta formal, porém menos destino inadequado — sugere possível uso crescente de alternativas informais ou dificuldade de universalização em áreas rurais, o que merece investigação local, especialmente à luz do modesto crescimento das emissões de resíduos (+30,4% desde 2010, atingindo 2.220 tCO₂e em 2024), ainda assim muito abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 5 do país.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram para 180.571 tCO₂e em 2024, alta expressiva de 68,4% frente a 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 58. O salto abrupto entre 2023 (69.800 tCO₂e) e 2024 chama atenção e provavelmente reflete mudanças no uso da terra ou agropecuária, dado que as emissões de energia seguem em trajetória de queda (-19,5% desde 2010, para 3.249 tCO₂e) e as de resíduos permanecem estáveis. Em paralelo, o índice de segurança hídrica de 5,000 (projeção 2035) supera a mediana nacional e estadual, situando o município no percentil 100, o que é positivo, mas contrasta com os registros históricos de eventos extremos em 2016 (1 cheia e 3 secas), sinalizando que a robustez hídrica projetada não elimina riscos climáticos pontuais.
Em síntese, Fagundes Varela combina avanços recentes em cobertura de água e destinação de resíduos com lacunas críticas em tratamento de esgoto e queda na coleta domiciliar, enquanto o crescimento acentuado das emissões totais em 2024 exige monitoramento prioritário para identificar sua orig
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.7%
2013
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2013
Perda de água
SNIS/SINISA
23.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
180.571 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.220 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.249 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
