Guarani das MissõesRS
7.553 habitantes · IBGE 4309506
Resumo socioambiental
Guarani das Missões apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em coleta de resíduos e redução de perdas hídricas, mas desafios importantes em cobertura de água e destinação inadequada de resíduos domiciliares. A cobertura de água atingiu 61,8% em 2022, patamar estagnado desde 2016 e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 32 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Em contrapartida, a perda de água caiu drasticamente para 10,3% (variação de -64% na série), valor muito melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%), colocando o município no percentil 8, entre os melhores desempenhos do país nesse indicador.
Na gestão de resíduos sólidos, a coleta domiciliar evoluiu de 65,8% (2010) para 79,6% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média gaúcha (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 20,4% dos domicílios, bem acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do desempenho médio do RS (4,5%), indicando que, apesar do avanço na coleta, parte relevante dos resíduos não recebe tratamento adequado — um gargalo que também se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 9% entre 2023 e 2024, atingindo 4.994 tCO₂e.
No perfil de emissões totais de GEE, o município registrou 111.379 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com trajetória oscilante ao longo da série histórica. As emissões de energia caíram 9% no último ano, para 15.697 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa dependência de fontes intensivas em carbono — coerente com a reduzida capacidade hidráulica instalada (175 kW, estável desde 2010), muito inferior à mediana nacional de 6 MW.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os registros de 2016 mostram exposição a secas (5 registros) e cheias (2 registros), com o município no percentil 76 e 87, respectivamente, indicando maior incidência que a mediana nacional (0 em ambos os casos). Ainda assim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média da UF (3,895), sugerindo perspectiva favorável de longo prazo caso os investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento sejam mantidos e ampliados, especialmente para reverter a estagnação na cobertura de água e reduzir a destinação inadequada de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
175 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
175 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
111.379 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.994 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.697 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
