IvotiRS

23.533 habitantes · IBGE 4310801

IA

Resumo socioambiental

Ivoti apresenta um quadro socioambiental contrastante: excelência no abastecimento de água, mas déficit crítico em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 99,7% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (88,1%), posicionando o município no percentil 88. Em contrapartida, a coleta de esgoto caiu para 8,9% em 2021 (percentil 6 nacional, ante mediana de 87,8%) e o tratamento ficou em apenas 8,0% em 2022, recuando de 15,6% em 2020 — bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média gaúcha (30,8%). Essa combinação preocupa: mesmo com quase toda a população recebendo água tratada e coleta domiciliar de resíduos praticamente universal (99,5% em 2022) e destino inadequado zerado, o esgotamento sanitário permanece como o principal gargalo ambiental do município, com tendência de piora recente.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 50,7% (2021) para 46,0% (2022), segue muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), colocando Ivoti no percentil 80 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional na rede apesar da alta cobertura.

As emissões de GEE cresceram 81,6% entre 2010 e 2024, atingindo 176.217 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 57), puxadas principalmente pelo setor de energia, que saltou 84,1% no período (68.667 tCO₂e em 2024, percentil 76). As emissões de resíduos também cresceram 29,0% desde 2010, chegando a 10.705 tCO₂e (percentil 70), o que é coerente com a fragilidade do tratamento de esgoto e sugere pressão crescente do saneamento sobre o balanço de emissões municipal.

Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,895), no percentil 50. Os registros de cheia e seca de 2016 (1 ocorrência cada) foram pontuais, mas o cenário de infraestrutura hídrica combinado com perdas elevadas e saneamento deficiente reforça a necessidade de investimentos prioritários em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas na rede, para consolidar os ganhos já obtidos no abastecimento de água e conter o crescimento das emissões associadas ao saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.2%

2024

76
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

4.4%

2024

4
59.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

4.1%

2024

28
55.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.6%

2024

34
27.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.5%

2022

100
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.0%

2022

100
84.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2020

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

176.217 tCO₂e

2024

43
81.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.705 tCO₂e

2024

32
29.0% no período

Emissões de energia

SEEG

68.667 tCO₂e

2024

24
84.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.