MachadinhoRS

5.864 habitantes · IBGE 4311700

IA

Resumo socioambiental

Machadinho/RS apresenta um quadro de saneamento aquém dos padrões nacionais, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 58,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do patamar gaúcho (88,1%), posicionando o município no percentil 27 do país — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A série histórica mostra estagnação entre 2016 e 2021 (61,4%) seguida de queda em 2022, sinalizando possível perda de capacidade de atendimento ou revisão metodológica. Por outro lado, a perda de água na distribuição, embora ainda em 11,6% (2022), representa uma redução expressiva de 65,1% frente aos patamares de mais de 30% observados entre 2009 e 2016, resultado que coloca o município em posição relativamente favorável (percentil 9, mediana nacional de 29,9%).

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 65,2% dos domicílios em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), com queda de 6,8% em relação a 2010. Ainda assim, o destino inadequado de resíduos caiu de 30,0% (2010) para 5,3% (2022), uma melhora de 82,5% que aproxima o município do desempenho médio do Rio Grande do Sul (4,5%) e supera a mediana nacional (14,9%). Essa combinação — queda na coleta mas melhora no destino final — sugere que, apesar de menos domicílios serem atendidos por coleta formal, a destinação dos resíduos gerados tem sido cada vez mais adequada, possivelmente refletindo mudanças em práticas locais de disposição.

No campo climático, as emissões totais de GEE recuaram para 84.055 tCO₂e em 2024, queda de 31,3% em relação a 2010, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 35. Contudo, essa tendência de queda não é uniforme entre os setores: as emissões de energia cresceram 76,9% no período, chegando a 7.596 tCO₂e em 2024, e as de resíduos aumentaram 21,2%, para 2.627 tCO₂e — este último em linha com o menor índice de coleta domiciliar registrado no mesmo ano-base, indicando possível relação entre queda na cobertura de coleta e aumento da decomposição de resíduos não geridos. Ainda assim, ambos os setores permanecem abaixo das medianas nacionais e estaduais, mantendo Machadinho em posição intermediária no cenário de emissões municipais brasileiro.

Em recursos hídricos, o município mantém potência hidráulica estável em 13 MW desde 2021, acima da mediana nacional (6 MW), refletindo a presença de infraestrutura hidrelétrica relevante para a economia local. O único registro disponível de eventos climáticos extremos, de 2016, aponta 1 ocorrência de cheia e 8 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), mas distantes dos totais estaduais, o que sugere exposição pontual a variabilidade hídrica. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3.895), indicando perspectiva relativamente favorável para o abastecimento futu

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.7%

2024

28
3.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.1%

2024

45
14.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.2%

2022

32
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.3%

2022

75
82.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

7 MW

2024

46
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

84.055 tCO₂e

2024

65
31.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.627 tCO₂e

2024

80
21.2% no período

Emissões de energia

SEEG

7.596 tCO₂e

2024

70
76.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.