Nova PáduaRS

2.390 habitantes · IBGE 4313086

IA

Resumo socioambiental

Nova Pádua/RS apresenta situação sólida no abastecimento de água, com cobertura de 99,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (88,1%), posicionando o município no percentil 88. Em contrapartida, o saneamento de esgoto é o principal ponto crítico do município: a coleta caiu para 33,3% em 2012 (queda de 57,9% frente a 2009), com tratamento estagnado em 0,0% desde o início da série, valor muito inferior à mediana nacional de 37,7% (2022) e à média gaúcha de 30,8%. Essa lacuna se reflete também nos dados censitários, já que a coleta domiciliar recuou para 66,4% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), embora o destino inadequado de resíduos domiciliares tenha melhorado para 4,3%, próximo à média estadual e superior à mediana do país.

No eixo climático, chama atenção o salto das emissões totais de GEE, que passaram de 29.971 tCO₂e em 2023 para 113.151 tCO₂e em 2024, alta de 154,9% na série e aproximação à mediana nacional (138.513 tCO₂e), rompendo uma trajetória historicamente estável. Esse aumento não é explicado pelos resíduos, cujas emissões permanecem baixas (875 tCO₂e, percentil 6) e em leve alta de 22,8% desde 2010, nem pela energia, que segue em trajetória de queda acentuada (-51,9%, para 991 tCO₂e, percentil 2), indicando que o incremento de 2024 decorre de outro setor não detalhado neste dossiê, provavelmente ligado a mudança de uso da terra ou agropecuária.

Do ponto de vista hídrico-estrutural, o município mantém perda de água controlada (12,5% em 2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (36,5%), embora tenha havido reversão frente aos anos de perdas praticamente nulas (2015–2018). A infraestrutura de geração hidráulica é expressiva para o porte do município (130 MW, percentil 87), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,0) supera tanto a mediana nacional (4,0) quanto a média do RS (3,895), sugerindo resiliência hídrica futura. Contudo, a estagnação do tratamento de esgoto e a queda na coleta domiciliar demandam atenção prioritária dos gestores, dado o risco de comprometimento da qualidade dos recursos hídricos que hoje sustentam os bons indicadores de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

6
70.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

33.3%

2012

57.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

12.4%

2024

91
42.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.4%

2022

34
24.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.3%

2022

78
64.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

65 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

65 MW

2024

81
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.151 tCO₂e

2024

56
154.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

875 tCO₂e

2024

99
22.8% no período

Emissões de energia

SEEG

991 tCO₂e

2024

98
51.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.