Nova Santa RitaRS

30.121 habitantes · IBGE 4313375

IA

Resumo socioambiental

Nova Santa Rita apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com forte contraste entre saneamento de esgoto/coleta de resíduos, relativamente satisfatório, e abastecimento de água, ainda deficitário. A cobertura de água atingiu 61,9% em 2022, com evolução expressiva desde 2008 (+124,3%), mas permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 32 do país. Mais preocupante é a perda de água, que subiu para 44,3% em 2022 (+41,6% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (36,5%) — percentil 78, indicando ineficiência operacional na distribuição que compromete o ganho de cobertura conquistado ao longo dos anos.

Em contrapartida, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares são muito bons: a coleta atinge 98,0% dos domicílios (2022) e o destino inadequado caiu para apenas 0,8%, valor bem inferior à mediana nacional (14,9%) e à média gaúcha (4,5%), colocando o município entre os percentis mais favoráveis do país (98 e 5, respectivamente). Chama atenção, porém, a redução das unidades de destinação licenciadas, que caíram de 5 para apenas 1 unidade entre 2022 e 2025 (-80%), o que pode pressionar a capacidade local de processamento e explicar, em parte, o crescimento contínuo das emissões de resíduos, que alcançaram 10.456 tCO₂e em 2024 (+125,3% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O maior desafio ambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 530.627 tCO₂e em 2024, mais que o dobro do registrado em 2010 (+107,5%), com o setor de energia respondendo pela maior parcela (374.633 tCO₂e, percentil 94 nacional) — reflexo provável de atividades industriais ou de geração intensivas em carbono na região. Esse patamar coloca Nova Santa Rita no percentil 81 nacional de emissões totais, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda represente fração ínfima do total emitido pelo Rio Grande do Sul.

Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo tanto da mediana nacional (4,000) quanto da média estadual (3,895), sinalizando vulnerabilidade futura que se soma aos registros pontuais de cheia e seca observados em 2016. O conjunto dos dados sugere que os investimentos em saneamento básico devem priorizar a redução de perdas hídricas e a ampliação da cobertura de água, enquanto o crescimento sustentado das emissões, especialmente energéticas, aponta a necessidade de políticas municipais de mitigação e monitoramento mais rigoroso das fontes emissoras.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.8%

2024

38
106.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.9%

2024

20
40.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.0%

2022

98
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.8%

2022

95
65.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
80.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

530.627 tCO₂e

2024

19
107.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.456 tCO₂e

2024

33
125.3% no período

Emissões de energia

SEEG

374.633 tCO₂e

2024

6
105.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.