Santa Margarida do SulRS

2.658 habitantes · IBGE 4316972

IA

Resumo socioambiental

Santa Margarida do Sul/RS apresenta situação crítica em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 23,5% em 2022, um patamar estagnado desde 2018 e drasticamente inferior à mediana nacional de 76,5% e à média gaúcha de 88,1% — o município está no percentil 4, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Já a perda de água no sistema, embora tenha recuado 81% desde 2008, ainda registra 19,0% em 2022, valor melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%), indicando que a rede existente é relativamente eficiente, mesmo com cobertura muito baixa.

O quadro de esgotamento sanitário também é preocupante. A coleta de esgoto caiu de 64,5% (2010) para 58,8% (2022), retrocesso de 8,8%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de dejetos melhorou substancialmente, de 35,5% para 20,8% no mesmo período (-41,3%), mas ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a UF (4,5%), posicionando o município no percentil 61 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Essa combinação de queda na coleta com redução do destino inadequado sugere possível migração para soluções individuais (fossas), sem necessariamente indicar avanço estrutural do saneamento coletivo.

Em relação a emissões de GEE, o município reduziu 20,5% suas emissões totais entre 2010 e 2024 (de 347 mil para 276 mil tCO₂e), mas ainda está no percentil 68 nacional, com valor bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), refletindo o peso do setor agropecuário típico de municípios rurais gaúchos. As emissões de resíduos cresceram 17,3% no período, acompanhando o padrão de baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, e já superam a mediana nacional (6.818 vs 5.787 tCO₂e). As emissões de energia, embora tenham quase triplicado (+178,7%) desde 2010, mantêm-se em patamar baixo (4.205 tCO₂e) e no percentil 18, portanto ainda distantes da mediana nacional.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (1) e seca (3) em 2016, ambos abaixo das médias estaduais, e projeta índice de segurança hídrica de 4,000 para 2035, equivalente à mediana nacional e superior à média do RS (3,895), sinalizando perspectiva relativamente favorável nesse aspecto. Entretanto, o desafio prioritário para gestores permanece na universalização do acesso à água tratada e na recuperação da cobertura de esgotamento sanitário, áreas onde o município apresenta os indicadores mais defasados frente ao cenário nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.6%

2024

4
31.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.2%

2024

55
53.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.8%

2022

24
8.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.8%

2022

39
41.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

276.088 tCO₂e

2024

32
20.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.818 tCO₂e

2024

46
17.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.205 tCO₂e

2024

82
178.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.