IvinhemaMS
29.613 habitantes · IBGE 5004700
Resumo socioambiental
Ivinhema apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento básico contrastando com uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 82,2% em 2022, saindo de um patamar estagnado de 76,5% mantido entre 2015 e 2021, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando no percentil 59, embora ainda abaixo da média estadual (86,0%). Por outro lado, a perda de água segue em trajetória ascendente, chegando a 23,6% em 2022 — alta de quase 20% desde 2008 —, o que é tecnicamente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (31,2%), mas revela ineficiência crescente na rede justamente no momento em que a cobertura melhorou.
No esgotamento sanitário, o município mostra evolução positiva: a coleta de domicílios chegou a 86,2% em 2022 (percentil 69, acima da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de dejetos caiu de 23,6% para 13,2% no mesmo período — queda de quase 44%. Ainda assim, esse percentual permanece acima do índice estadual (9,8%), indicando que, apesar do progresso, há espaço para reduzir ainda mais o descarte inadequado, o que também poderia conter o crescimento das emissões associadas a resíduos.
O ponto mais crítico do dossiê está nas emissões de GEE. Embora as emissões totais tenham caído para 764.563 tCO₂e em 2024 (-5,7% frente a 2023), o município ainda está no percentil 87 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 38.141 tCO₂e em 2010 para 213.163 tCO₂e em 2024 (+458,9%), posicionando Ivinhema no percentil 90 nacional — reflexo direto da expansão da potência térmica fóssil instalada, que cresceu 50% desde 2014 e hoje soma 120 MW (percentil 92). As emissões de resíduos também avançaram 60,6% na década, atingindo 15.106 tCO₂e em 2024 (percentil 78), tendência que contrasta com a melhora observada na coleta de esgoto e sugere que o crescimento da geração de resíduos sólidos não está sendo acompanhado por gestão equivalente.
Em recursos hídricos, o município registrou um evento de seca em 2016 e nenhuma ocorrência de cheia, com índice de segurança hídrica projetado de 3,000 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,658). Diante desse cenário, prioridades de gestão devem incluir a redução das perdas na rede de água, controle da matriz energética fóssil — principal motor do aumento das emissões — e fortalecimento da gestão de resíduos, mantendo o ritmo positivo observado no saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
120 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
764.563 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.106 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
213.163 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
