Porto MurtinhoMS
12.864 habitantes · IBGE 5006903
Resumo socioambiental
Porto Murtinho apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em esgotamento sanitário contrastando com retrocesso na cobertura de água e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A coleta de esgoto atingiu 98,3% em 2021, bem acima da mediana nacional (87,8%) e da própria média estadual (70,5%), posicionando o município no percentil 64. O tratamento de esgoto também evoluiu de forma expressiva, saindo de 26,5% em 2008 para 54,5% em 2022 (+105,4% no período), superando a mediana do Brasil (37,7%) e ligeiramente acima do MS (52,2%). Chama atenção, porém, que o município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 81 unidades do estado, sugerindo dependência de poucas estruturas para sustentar esse desempenho.
Em contrapartida, a cobertura de água caiu de 81,3% (2008) para 63,6% (2022), uma retração de -21,8%, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e do MS (86,0%), no percentil 34. A perda de água na distribuição, embora tenha subido para 18,9% em 2022, ainda é inferior à mediana nacional (29,9%) e estadual (31,2%), indicando que o problema local está mais associado à ampliação insuficiente da cobertura do que à ineficiência operacional da rede. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos atinge apenas 68,2% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos ainda afeta 30,0% dos domicílios, patamar bem superior à mediana do país (14,9%) e do estado (9,8%), colocando o município no percentil 74 de um indicador em que menor é melhor — um ponto crítico de gestão que dialoga com o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 6.788 para 7.998 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+17,8%), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
O dado mais alarmante do dossiê é a explosão das emissões totais de GEE, que saltaram de 3,48 milhões de tCO₂e (2010) para 6,72 milhões de tCO₂e em 2024, alta de 93,1% no período e de quase 100% apenas entre 2020 e 2024. Esse volume coloca Porto Murtinho no percentil 99 nacional, muito acima da mediana do país (138 mil tCO₂e), embora ainda distante do total estadual. Como as emissões de energia caíram (-39,0%, para 14.892 tCO₂e) e as de resíduos cresceram moderadamente, o salto expressivo do total sugere forte contribuição de outros setores não detalhados aqui, provavelmente mudança de uso da terra, dado o perfil territorial do município no Pantanal.
Por fim, os registros de eventos extremos reforçam a vulnerabilidade hídrica local: 3 registros de cheia e 1 de seca em 2016 posicionam o município acima da mediana nacional (zero em ambos os casos). Paradoxalmente, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5.000, superior à mediana nacional (4.000) e ao valor estadual (3.658), no percentil 100 — indicador que mer
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
61.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
67.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
14.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
6.721.832 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.998 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.892 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
