SonoraMS
14.822 habitantes · IBGE 5007935
Resumo socioambiental
Sonora/MS apresenta em 2022 cobertura de água de 88,4%, acima da mediana nacional (76,5%) e do valor estadual (86,0%), posicionando o município no percentil 68 do país. Após queda acentuada em 2020-2021 (76,8% a 77,9%), houve recuperação expressiva no último ano registrado. A perda de água no sistema, contudo, segue em 21,0% (2022), patamar estável frente a 2021, mas com variação acumulada de +11,2% desde 2008 — ainda assim melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (31,2%), indicando gestão de perdas relativamente eficiente apesar da oscilação na cobertura.
No saneamento de esgoto, o município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito abaixo da média estadual (81 unidades), sugerindo baixa capilaridade de tratamento frente ao porte do Mato Grosso do Sul. Por outro lado, os indicadores domiciliares são favoráveis: 93,2% dos domicílios com coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (88,2%), com destino inadequado de apenas 6,6%, também melhor que a mediana nacional (14,9%) e a estadual (9,8%). Essa combinação — boa cobertura de coleta e destino, mas infraestrutura de esgotamento sanitário limitada — indica que o avanço na gestão de resíduos sólidos não foi acompanhado por investimentos equivalentes em tratamento de esgoto.
O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE saltaram para 2.269.580 tCO₂e em 2024, alta de 76,9% desde 2010, colocando Sonora no percentil 96 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram em relação a 2020-2021 e atingiram 320.984 tCO₂e (percentil 93), refletindo provavelmente o parque de geração térmica fóssil (35 MW) e hidráulica (205 MW) instalado localmente, ambos também muito acima das medianas nacionais. As emissões de resíduos, embora percentualmente menores em volume (9.558 tCO₂e, percentil 66), cresceram 76,7% desde 2010, tendência coerente com o aumento populacional e da cobertura de coleta, mas que reforça a necessidade de tratamento e destinação mais eficientes para mitigar o componente de resíduos no balanço de emissões.
Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica de Sonora é 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,658), sinalizando vulnerabilidade relativa apesar da ausência de registros de cheias (0 em 2016) e apenas um registro de seca observada no mesmo ano. Diante desse cenário, o principal desafio de gestão combina a ampliação da infraestrutura de tratamento de esgoto — hoje aquém do padrão estadual — com a contenção do crescimento acelerado das emissões de GEE, especialmente as ligadas à matriz energética local, para reverter a trajetória de deterioração observada desde 2019.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
140 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
105 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.269.580 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.558 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
320.984 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
