Nova MutumMT
61.223 habitantes · IBGE 5106224
Resumo socioambiental
Nova Mutum/MT apresenta desempenho sólido em saneamento básico, mas um quadro preocupante em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de resíduos domiciliares também é boa, com 88,6% dos domicílios atendidos em 2022 (percentil 74), e o destino inadequado de resíduos caiu de 15,0% (2010) para 8,9% (2022), abaixo da mediana nacional de 14,9%. Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que mesmo em queda desde o pico de 2014 (50,0%), voltou a subir 50,2% frente à série recente, fechando 2022 em 18,0% — ainda assim, melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (40,5%).
O principal alerta do dossiê está nas emissões de GEE. O município soma 3.845.374 tCO₂e em 2024, um salto de 51,3% em relação a 2010, posicionando Nova Mutum no percentil 98 nacional — um volume expressivo para o porte populacional (~61 mil habitantes). Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que passaram de 295.908 tCO₂e (2010) para 829.411 tCO₂e (2024), alta de 180,3%, e das emissões de resíduos, que quase triplicaram no período (+195,1%, atingindo 29.196 tCO₂e), refletindo o aumento da geração de lixo associado ao crescimento urbano, mesmo com boa cobertura de coleta.
A matriz energética local ajuda a explicar parte da pressão sobre as emissões: a potência térmica fóssil saltou de 3 MW (2010) para 28 MW (2024), crescimento de 930,1%, enquanto a capacidade solar permanece estagnada em apenas 1 MW desde 2022, no percentil 53 nacional — evidenciando baixa diversificação para fontes limpas frente à expansão termelétrica. A infraestrutura de destinação de resíduos também é limitada, com apenas 1 unidade licenciada (2024), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 8 unidades médias do estado de Mato Grosso.
Em síntese, o município exibe indicadores robustos de saneamento e universalização de serviços, superando referências nacionais e estaduais, mas enfrenta um desafio ambiental crescente ligado à matriz energética fóssil e ao aumento de resíduos, que juntos pressionam fortemente o balanço de emissões. A ausência de registros de eventos de cheia ou seca (2016) e o bom índice de segurança hídrica (4.000, percentil 88 projetado para 2035) sugerem estabilidade hídrica, mas não compensam a trajetória ascendente das emissões, que merece atenção prioritária da gestão pública local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
6.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
43 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
14 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.845.374 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
29.196 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
829.411 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
