Santa Rita do TrivelatoMT

3.463 habitantes · IBGE 5107768

IA

Resumo socioambiental

Santa Rita do Trivelato apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque para a gestão hídrica, mas com fragilidades relevantes em saneamento e emissões. A cobertura de água atingiu 70,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (87,2%), representando o percentil 42 — e após anos de oscilação, houve queda de 30,0% em relação ao início da série, com pico de 100% em 2019-2020 seguido de retração. Em contrapartida, a perda de água está em 17,7% (2022), bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do MT (40,5%), colocando o município no percentil 19 (melhor desempenho relativo), embora tenha havido reversão de tendência desde 2017, quando a perda chegou a apenas 0,3%.

O saneamento básico é o ponto mais crítico: apenas 69,6% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 27,7% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do estado (11,2%), posicionando o município no percentil 71 (pior situação relativa). Essa deficiência ajuda a explicar o crescimento de 52,8% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, alcançando 1.407 tCO₂e, ainda assim distante da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 1.064.885 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 90 — perfil típico de município agropecuário de pequeno porte populacional com grande peso do uso da terra. As emissões de energia cresceram 74,6% no período, chegando a 100.274 tCO₂e, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 81, indicando expansão do consumo energético que merece monitoramento.

Do lado positivo, a segurança hídrica projetada para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,631), no percentil 88, sem registros de cheias ou secas na série disponível (2016). Esse cenário sugere que os investimentos futuros devem priorizar a ampliação da cobertura de água e, principalmente, a correção da destinação inadequada de resíduos sólidos, que é hoje o indicador mais desalinhado em relação aos parâmetros nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.9%

2024

37
16.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.0%

2024

28
35.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.6%

2022

39
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.7%

2022

29
15.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.064.885 tCO₂e

2024

10
16.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.407 tCO₂e

2024

95
52.8% no período

Emissões de energia

SEEG

100.274 tCO₂e

2024

19
74.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.