AporéGO
4.452 habitantes · IBGE 5201504
Resumo socioambiental
Aporé/GO apresenta em 2022 cobertura de água de 66,8%, patamar inferior à mediana nacional (76,5%) e ao valor médio de Goiás (89,1%), posicionando o município no percentil 38 do país. A série histórica mostra retrocesso: o índice chegou a 80,0% em 2009 e recuou 16,1% até 2022, com estagnação prolongada em 66,8% entre 2010 e 2017. A perda de água na distribuição, embora tenha caído 27,4% desde 2008, fechou 2022 em 24,6%, ainda acima da média estadual (27,8% é pior referência, mas o percentil 36 indica desempenho mediano) e com tendência recente de piora após mínima de 15,9% em 2017 — sinal de possível deterioração da infraestrutura que merece atenção conjunta com a queda de cobertura.
No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos evoluiu de 66,1% (2010) para 78,0% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média goiana (89,7%). Por outro lado, o destino inadequado de domicílios, apesar de ter caído expressivamente (-43,7% desde 2010), ainda atinge 19,1% em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão estadual (5,5%), posicionando o município no percentil 58 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna ajuda a explicar o crescimento de 24,6% nas emissões de resíduos (SEEG), que atingiram 7.140 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando que o avanço da coleta não foi acompanhado de destinação final adequada.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 684.586 tCO₂e em 2024, um valor extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Aporé no percentil 85 — entre os municípios mais emissores do Brasil, embora muito abaixo da magnitude estadual. As emissões de energia cresceram 72,9% na década, refletindo o aumento da potência instalada: a capacidade hidráulica praticamente dobrou (+87,5%, para 94 MW) e a térmica fóssil se instalou em 25 MW (2024), ambas acima das medianas nacionais, indicando forte protagonismo do município na matriz energética regional, com custo ambiental correspondente.
Em relação a eventos hídricos extremos, não há registros de cheia ou seca reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,874), no percentil 88 — sugerindo perspectiva favorável de disponibilidade hídrica futura, ainda que os desafios atuais de cobertura e perdas na distribuição precisem ser equacionados para que essa segurança se traduza em melhor atendimento à população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
89 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
64 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
684.586 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.140 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.839 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
