Carmo do Rio VerdeGO
9.937 habitantes · IBGE 5205000
Resumo socioambiental
Carmo do Rio Verde/GO apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico mas deterioração persistente nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 84,6% em 2022, alta de 7,4% em relação ao ano anterior, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando no percentil 62, embora ainda abaixo da média estadual (89,1%). As perdas de água, por sua vez, recuaram para 22,3% em 2022 — uma melhora expressiva de 22,1% — situando o município abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), o que indica ganho recente de eficiência operacional no sistema de abastecimento, ainda que a série histórica mostre décadas de perdas elevadas (acima de 30% entre 2014 e 2020).
No manejo de resíduos, a coleta domiciliar alcançou 82,5% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado de resíduos ainda atinge 15,3% das residências, valor próximo da mediana do país (14,9%) e muito superior ao patamar goiano (5,5%), evidenciando uma lacuna relevante frente ao restante do estado. Essa fragilidade na destinação final se reflete no crescimento das emissões de resíduos, que somaram 6.786 tCO₂e em 2024 (+59,7% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o avanço na coleta não foi acompanhado de tratamento ou disposição adequados dos rejeitos.
O indicador mais crítico do município é o total de emissões de GEE, que somou 265.590 tCO₂e em 2024, com crescimento acumulado de 40,1% desde 2010, posicionando o município no percentil 67 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram fortemente (+41,8%, para 42.672 tCO₂e), compatíveis com a manutenção de uma potência térmica fóssil estável de 15 MW desde 2010, acima da mediana nacional (5 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera o valor estadual (3,874), no percentil 88.
Do ponto de vista fiscal, o investimento público de R$ 935.912 em 2026, estagnado em relação ao ano anterior, está próximo do valor estadual (R$ 970.734), mas muito aquém da mediana nacional (R$ 3,1 milhões), no percentil 32. Esse patamar de investimento relativamente baixo ajuda a explicar por que os ganhos em cobertura de água e coleta de resíduos não vieram acompanhados de redução nas emissões nem de solução definitiva para o destino inadequado de resíduos, sinalizando a necessidade de direcionar recursos futuros para infraestrutura de tratamento e eficiência energética.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
265.590 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.786 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.672 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 936 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
