CezarinaGO

8.265 habitantes · IBGE 5205455

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Resumo socioambiental

Cezarina/GO apresenta em 2022 cobertura de água de 81,3%, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 57, mas ainda abaixo da média estadual (89,1%). A série histórica revela oscilação relevante, com queda de -9,3% frente aos primeiros anos da década (chegou a 100% em 2009) e estabilização recente próxima a 74-81%. As perdas de água, por sua vez, caíram para 27,0% em 2022 (-28,5% na série), ficando ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e próxima da média de Goiás (27,8%), indicando alguma melhora na eficiência operacional do sistema, embora ainda distante de patamares considerados satisfatórios.

No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos atende 77,4% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), porém com leve retração de -2,5% desde 2010. O destino inadequado de resíduos ainda atinge 14,8% dos domicílios, praticamente na mediana nacional (14,9%), mas muito acima da média estadual (5,5%), evidenciando um gargalo estrutural na gestão de resíduos sólidos do município. Essa fragilidade é reforçada pela existência de apenas 1 unidade de destinação (2023), mesmo valor da mediana nacional, mas muito aquém das 7 unidades médias em Goiás — o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos permanecem elevadas, em 31.535 tCO₂e (2024), no percentil 90 nacional, mesmo com leve queda de -7,3% na década.

O dado mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões totais de GEE, que saltou de 206 mil tCO₂e em 2010 para 1.376.427 tCO₂e em 2024, variação de +567,8% e percentil 92 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). A série mostra picos expressivos entre 2019 e 2023 (superando 3,9 milhões de tCO₂e em alguns anos), sugerindo forte influência de mudanças de uso da terra ou atividades pontuais, com reflexo também nas emissões de energia, que voltaram a 42.153 tCO₂e em 2024 (+72,2%) após picos superiores a 2,9 milhões de tCO₂e em 2023. Essa volatilidade indica que o principal desafio ambiental do município está concentrado na dimensão de emissões, e não no comportamento hídrico.

Quanto a eventos climáticos, não há registros de cheia ou seca observados até 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,0, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,87), no percentil 88 — um indicativo positivo para a resiliência hídrica futura do município, contrastando com o quadro mais preocupante de emissões e gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.3%

2024

52
0.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.5%

2024

60
42.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.4%

2022

51
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.8%

2022

50
28.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2023

50.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.376.427 tCO₂e

2024

8
567.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

31.535 tCO₂e

2024

11
7.3% no período

Emissões de energia

SEEG

42.153 tCO₂e

2024

34
72.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.