Fazenda NovaGO
5.878 habitantes · IBGE 5207600
Resumo socioambiental
Fazenda Nova/GO apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com desafios expressivos em saneamento e uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água alcançou 66,6% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor do estado de Goiás (89,1%), posicionando o município no percentil 38 do país. A perda de água, embora tenha recuado significativamente desde 2008 (variação de -23,2% no período), ainda está em 26,0%, próxima da mediana nacional (29,9%), porém ligeiramente melhor que a UF (27,8%).
No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atinge 67,4% dos domicílios (2022), também abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%). Mais crítico é o indicador de destino inadequado de resíduos, que soma 29,6% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior à UF (5,5%), colocando o município no percentil 74, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência na gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões setoriais: as emissões de resíduos caíram -8,8% desde 2010, chegando a 3.227 tCO₂e em 2024, valor inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de cobertura e destinação adequada do que de volume absoluto de emissões.
O ponto de maior atenção é a trajetória de emissões totais de GEE, que mais que dobrou entre 2010 e 2024 (+128,6%), atingindo 675.668 tCO₂e — valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Fazenda Nova no percentil 85, entre os municípios mais emissores do Brasil. Esse crescimento acentuado, especialmente a partir de 2020, contrasta com o comportamento estável das emissões de energia (+8,2% no período, ainda abaixo da mediana nacional) e resíduos, indicando que o uso da terra e agropecuária provavelmente respondem pela maior parte do incremento, tema que demanda investigação e monitoramento prioritário pela gestão local.
Por fim, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera tanto a mediana nacional (4,000) quanto a média da UF (3,874), sinalizando uma perspectiva relativamente favorável em termos de disponibilidade hídrica futura — um contraponto positivo aos desafios atuais de cobertura de saneamento e ao crescimento acelerado das emissões totais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
675.668 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.227 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.091 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
