ItaberaíGO
46.943 habitantes · IBGE 5210406
Resumo socioambiental
Itaberaí apresenta saneamento básico em posição intermediária, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 83,4% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo do patamar goiano (89,1%), posicionando o município no percentil 60. Já a coleta de esgoto, embora tenha saltado de patamares residuais em 2007 para 62,3% em 2021, vem em trajetória de recuo desde o pico de 66,5% (2015-2016) e está abaixo tanto da mediana nacional (87,8%) quanto da UF (74,3%), no percentil 33. O tratamento de esgoto, por sua vez, é ponto forte relativo: 57,4% em 2022 supera a mediana nacional (37,7%) e aproxima-se do valor estadual (66,0%), percentil 61 — porém com apenas 1 ETE registrada no município (2020), mesmo valor da mediana nacional, sugerindo baixa capacidade de expansão futura. A perda de água, em contrapartida, mostrou melhora consistente, caindo de patamares acima de 30% (2008) para 20,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede.
No eixo de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar é positiva (86,7% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado caiu para 10,7%, também melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão goiano (5,5%). Chama atenção, contudo, a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2018), compatível com a mediana nacional mas muito aquém das 7 unidades típicas da UF — o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos mais que dobraram entre 2010 e 2024 (de 18.955 para 38.482 tCO₂e, +103%), situando o município no percentil 92 nacional, um patamar elevado para o porte populacional.
O quadro de emissões totais de GEE reforça essa preocupação: 885.448 tCO₂e em 2024, alta de quase 30% desde 2010, colocando Itaberaí no percentil 88 nacional. As emissões de energia cresceram ainda mais intensamente (+130,8% no período, atingindo 227.274 tCO₂e, percentil 91), enquanto a geração solar local está estagnada em 500 kW desde 2021, abaixo da mediana nacional (960 kW) e insuficiente para compensar a matriz térmica fóssil, que se mantém constante em 4 MW há 15 anos. Essa combinação — crescimento de emissões de energia e resíduos sem avanço proporcional em geração renovável ou infraestrutura de tratamento — indica que os ganhos em cobertura de água e redução de perdas hídricas não têm sido acompanhados por progresso equivalente na mitigação climática.
Em termos de riscos hídricos, o município registrou apenas 1 ocorrência de cheia (2016) e nenhuma seca observada, com índice de segurança hídrica projetado em 4,000 para 2035, no percentil 88 nacional e levemente acima da média estadual (3,874), sugerindo relativa estabilidade nesse componente. Para os gestores, a prioridade aparente é dupla: reverter a estagnação da
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
55.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2018
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
500 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
500 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
885.448 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
38.482 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
227.274 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
