ItapirapuãGO
8.125 habitantes · IBGE 5211008
Resumo socioambiental
Itapirapuã/GO apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 55,7%, o pior valor de toda a série histórica e resultado de uma queda abrupta de -24,3% frente ao ano anterior, quando o município havia atingido 100%. Esse desempenho posiciona o município no percentil 25 nacional, abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e muito aquém da média goiana (89,1%). A perda de água na distribuição, por sua vez, chegou a 30,8% em 2022, com alta de +10,0% em relação a 2021, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto o valor de referência do estado (27,8%) — indicando problemas concomitantes de acesso e de eficiência operacional no sistema de abastecimento.
No saneamento de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar foi de 75,8% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do patamar goiano (89,7%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído significativamente desde 2010 (-37,6%, saindo de 29,6% para 18,5%), permanece acima da mediana do país (14,9%) e muito acima do valor de Goiás (5,5%), evidenciando que o avanço histórico não foi suficiente para equiparar o município aos padrões estaduais. Coerentemente, as emissões de resíduos em 2024 (4.954 tCO₂e) recuaram -4,9% em relação a 2023 e ficaram abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que a melhoria na gestão de resíduos already começa a refletir na redução de emissões associadas.
O perfil de emissões de GEE do município é o ponto mais crítico do dossiê: 728.336 tCO₂e em 2024, com alta de +5,7% no último ano e um crescimento acumulado expressivo desde 2010, posicionando Itapirapuã no percentil 86 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora naturalmente distante da escala estadual. As emissões de energia chamam atenção pela trajetória: passaram de 10.432 tCO₂e em 2010 para 28.478 tCO₂e em 2024, alta de +173,0% no período, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 58. Esse crescimento constante em energia, combinado com a persistência de emissões elevadas de GEE no total, indica pressão ambiental crescente que não guarda correspondência com ganhos equivalentes em infraestrutura básica.
Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível é de uma cheia em 2016, colocando o município no percentil 76 nacional para esse indicador, enquanto não há registro de seca no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e do valor médio estimado para Goiás (3,874), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em abastecimento e redução de perdas hídricas, tema que já se mostra crítico na fotografia atual de 2022.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
728.336 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.954 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
28.478 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
