Palmeiras de GoiásGO

33.749 habitantes · IBGE 5215702

IA

Resumo socioambiental

Palmeiras de Goiás apresenta um saneamento básico consolidado e acima da média nacional, contrastando com um perfil de emissões de gases de efeito estufa elevado para o porte do município. A cobertura de água atingiu 77,0% em 2022, praticamente no patamar da mediana nacional (76,5%), mas abaixo da média do estado de Goiás (89,1%), e vem recuando desde o pico de 82,1% (2016-2018). Já a coleta de esgoto chegou a 98,2% em 2021, muito superior à mediana nacional (87,8%) e à média estadual (74,3%), com tratamento de 100,0% em 2022 — desempenho no percentil 100 do país, bem acima da mediana nacional de apenas 37,7%. A perda de água na distribuição, de 23,1% em 2022, também é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média de Goiás (27,8%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede.

No âmbito domiciliar, o Censo 2022 mostra 88,1% de domicílios com coleta de resíduos (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 9,9% com destino inadequado, uma redução expressiva de 43,5% frente a 2010, embora ainda superior à média goiana (5,5%). Esse avanço no manejo de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 31.596 tCO₂e em 2024, crescimento de 67,7% desde 2010, e o município figura no percentil 5 nacional — ou seja, entre os que mais emitem nessa categoria relativamente ao país, mesmo com boa cobertura de coleta.

O maior destaque de atenção é o setor energético: as emissões de energia dispararam 176,1% desde 2010, atingindo 136.394 tCO₂e em 2024, no percentil 85 nacional, refletindo a presença de usina térmica fóssil de 176 MW instalada desde 2012 (percentil 95 nacional). As emissões totais de GEE somaram 629.110 tCO₂e em 2024, variação de +9,0% na década, com o município no percentil 84 do país — muito acima do porte populacional sugeriria, evidenciando forte peso da matriz energética local nas emissões municipais.

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica (4.000 em 2035) equipara-se à mediana nacional e supera a média estadual (3.874), sugerindo perspectiva favorável de disponibilidade de água a longo prazo, ainda que o município tenha registrado eventos de cheia em 2016. Em síntese, Palmeiras de Goiás tem saneamento robusto, especialmente em esgotamento sanitário, mas necessita de atenção estratégica à matriz energética termelétrica e à crescente geração de emissões por resíduos, dois vetores que pressionam seu perfil de emissões muito além do esperado para sua população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.1%

2024

53
21.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

75.1%

2024

64
9.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

0.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.3%

2024

69
18.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.1%

2022

73
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.9%

2022

61
43.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

176 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

629.110 tCO₂e

2024

16
9.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

31.596 tCO₂e

2024

11
67.7% no período

Emissões de energia

SEEG

136.394 tCO₂e

2024

15
176.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.