PerolândiaGO

3.000 habitantes · IBGE 5216452

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Resumo socioambiental

Perolândia (GO) apresenta um quadro de saneamento intermediário e um perfil de emissões atípico para seu porte populacional. A cobertura de água atingiu 68,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 40 do país. Já a perda de água caiu para 22,1% em 2022, uma melhora expressiva frente ao pico de 34,8% em 2021, e agora fica abaixo tanto da mediana nacional (29,9%) quanto da média de Goiás (27,8%) — um resultado positivo que sugere ganhos recentes de eficiência operacional, ainda que a série histórica mostre oscilações relevantes ao longo da década.

No manejo de resíduos sólidos, o município mostra avanço consistente: a coleta domiciliar chegou a 80,3% em 2022 (contra 63,7% em 2010), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda abaixo da média estadual (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu de 36,3% para 11,4% no mesmo período, ficando também melhor que a mediana do país (14,9%), mas ainda acima do patamar de Goiás (5,5%). Essa evolução no saneamento, no entanto, não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 45,4% desde 2010, atingindo 2.019 tCO₂e em 2024 — valor bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), indicando que o crescimento é proporcional ao pequeno porte do município, sem indicar problema de gestão.

O ponto de maior atenção é o setor energético: as emissões de GEE totais somaram 386.537 tCO₂e em 2024, um salto de 61,1% desde 2010, colocando Perolândia no percentil 75 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Esse resultado é diretamente explicado pelas emissões de energia, que dispararam 415,8% na década, chegando a 54.799 tCO₂e (percentil 71), e pela presença de uma usina térmica fóssil de 80 MW instalada desde 2013, muito acima da mediana nacional de potência térmica (5 MW, percentil 88). Trata-se de um perfil de emissões concentrado em geração de energia, não em resíduos ou saneamento, o que exige atenção específica de política energética municipal.

Em relação a eventos hídricos extremos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, o mais alto possível e superior tanto à mediana nacional (4,000) quanto à média estadual (3,874), sugerindo perspectiva favorável de disponibilidade hídrica futura — um contraste positivo frente aos desafios ainda presentes na cobertura de água potável.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.1%

2024

43
8.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.7%

2024

65
0.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.3%

2022

57
26.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.4%

2022

57
68.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

80 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

386.537 tCO₂e

2024

25
61.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.019 tCO₂e

2024

88
45.4% no período

Emissões de energia

SEEG

54.799 tCO₂e

2024

29
415.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.