Santa Cruz de GoiásGO

3.016 habitantes · IBGE 5219209

IA

Resumo socioambiental

Santa Cruz de Goiás/GO apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com desempenho consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 31,7% em 2022, muito distante da mediana nacional (76,5%) e da média goiana (89,1%), posicionando o município no percentil 7 — entre os piores do país. A série histórica mostra queda acentuada desde 2008 (45,6%), com variação de -30,6% no período, indicando estagnação ou retrocesso no acesso ao serviço. A coleta de esgoto segue padrão semelhante: apenas 45,9% dos domicílios são atendidos (2022), ante mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 31,4% dos domicílios — mais de cinco vezes o índice estadual (5,5%) e o dobro da mediana brasileira (14,9%), colocando o município no percentil 76 (pior extremo).

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 23,4% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (27,8%), refletindo melhoria operacional ao longo da série (de 49,4% em 2008). Contudo, essa eficiência na rede contrasta com a baixíssima cobertura, sugerindo que o sistema atende poucos domicílios, porém com menor desperdício relativo — um avanço técnico que não se traduz em ampliação do acesso à população.

Nas emissões de GEE, o município registrou 303.772 tCO₂e em 2024, com queda de 30,9% desde 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 70. As emissões por resíduos diminuíram para 3.273 tCO₂e (-10,0%), abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), indicando gestão de resíduos comparativamente menos impactante — possivelmente relacionada à baixa cobertura de coleta, que reduz o volume tratado formalmente. Já as emissões de energia dispararam +109,8% desde 2010, alcançando 13.310 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), configurando tendência de alta que merece monitoramento.

Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,874), sugerindo perspectiva hídrica estrutural favorável no longo prazo. Entretanto, esse indicador de segurança hídrica contrasta fortemente com a realidade atual de baixíssima cobertura de água e esgoto, reforçando que o desafio do município está menos na disponibilidade hídrica e mais na infraestrutura de distribuição e tratamento, exigindo investimentos prioritários em saneamento para reverter os indicadores mais críticos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

31.5%

2024

7
1.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.3%

2024

82
67.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

12
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.4%

2022

24
42.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

303.772 tCO₂e

2024

30
30.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.273 tCO₂e

2024

73
10.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.310 tCO₂e

2024

58
109.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.