Santo Antônio do DescobertoGO

74.614 habitantes · IBGE 5219753

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Descoberto apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 95,2% em 2022 — acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 78. Esse resultado contrasta, porém, com a perda de água na distribuição, que atingiu 39,5% em 2022, patamar superior à mediana nacional (29,9%) e ao índice de Goiás (27,8%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura e eleva custos do sistema.

No saneamento de esgoto, a evolução histórica foi relevante, mas o município ainda está aquém do padrão nacional: a coleta chegou a 63,1% em 2021, abaixo da mediana do Brasil (87,8%) e também da UF (74,3%), com percentil 33. O tratamento, por sua vez, atingiu 56,7% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%), mas ficando abaixo do valor de Goiás (66,0%). Chama atenção a existência de apenas 1 ETE no município (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito inferior às 93 unidades da UF — sinal de que a estrutura de tratamento é limitada e pode restringir ganhos futuros na coleta e no tratamento simultâneos.

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, houve melhora consistente: o destino inadequado caiu de 17,6% (2010) para 6,3% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do índice estadual (5,5%). Essa evolução, no entanto, não se refletiu nas emissões de resíduos do SEEG, que cresceram 55,9% desde 2010, alcançando 38.170 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), posicionando o município no percentil 92, o mais crítico do dossiê. Esse descompasso sugere que a redução do destino inadequado nos domicílios não eliminou a geração de metano em disposição final, mantendo pressão relevante sobre o balanço de emissões.

O quadro de emissões totais de GEE reforça essa tendência de deterioração recente: after quedas entre 2018 e 2022, o total saltou para 331.577 tCO₂e em 2024, alta de 33,9% desde 2010, com percentil 72 frente ao Brasil. As emissões de energia também cresceram 39,8% no período, atingindo 111.820 tCO₂e em 2024. Não há registros de cheia ou seca reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,874), indicando perspectiva hídrica estável, desde que a gestão de perdas na distribuição e a ampliação do tratamento de esgoto sejam priorizadas para sustentar os ganhos já obtidos em cobertura de água e resíduos domiciliares.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.3%

2024

86
39.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

60.9%

2024

51
153.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

54.8%

2024

64
70.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.8%

2024

26
28.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.2%

2022

80
10.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
64.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

331.577 tCO₂e

2024

28
33.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

38.170 tCO₂e

2024

9
55.9% no período

Emissões de energia

SEEG

111.820 tCO₂e

2024

17
39.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.