São João da ParaúnaGO
1.807 habitantes · IBGE 5220058
Resumo socioambiental
São João da Paraúna/GO apresenta um quadro sanitário misto em 2022: a coleta de esgoto atinge 100,0% (2021) e o tratamento também alcança 100,0% (2022), ambos muito acima da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente) e no percentil 100, indicando gestão de esgotamento sanitário exemplar mesmo com apenas 1 ETE em operação (2020). Em contrapartida, a cobertura de água caiu para 65,8% em 2022, uma queda de -17,7% frente aos anos anteriores (que se mantinham na faixa de 75-89%), ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (89,1%), no percentil 37 — um retrocesso que merece investigação, já que ocorreu justamente no ano em que as perdas de água atingiram o menor patamar da série, 15,0% (percentil 14, bem melhor que a mediana nacional de 29,9%). Essa combinação sugere possível problema de manutenção ou queda de captação/rede, não de ineficiência operacional.
No âmbito de resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios ainda afeta 20,4% das residências (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e do estado (5,5%), embora em queda de -9,9% desde 2010. A coleta domiciliar cobre 77,3%, patamar estável e próximo à mediana nacional (76,9%), mas distante do índice estadual (89,7%). Essas lacunas de destinação inadequada dialogam com as emissões de resíduos, que somaram 1.287 tCO₂e em 2024 — valor bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 9), refletindo o pequeno porte populacional do município mais do que eficiência de gestão.
As emissões totais de GEE somaram 108.144 tCO₂e em 2024, com alta de +14,8% no ano, mas ainda inferiores ao pico de 2014 (193.697 tCO₂e) e próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 43). Chama atenção o salto nas emissões de energia, que mais que dobraram (+133,4%) entre 2023 e 2024, chegando a 4.400 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional. A capacidade solar instalada permanece estagnada em 150 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (960 kW, percentil 15), sinalizando ausência de investimento em expansão de geração renovável local, o que pode explicar parte do aumento nas emissões do setor energético.
Por fim, o índice de segurança hídrica de 3,000 (2035, projeção) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e do estado (3,874), no percentil 50, sem registros de cheias ou secas reportados em 2016. Para os gestores, os pontos prioritários são: investigar a queda abrupta na cobertura de água em 2022, apesar da baixa perda hídrica, e ampliar investimentos em energia solar e destinação adequada de resíduos, mantendo o padrão de excelência já consolidado no esgotamento sanitário.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
17.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
150 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
150 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
150 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
108.144 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.287 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.400 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
