Abadia dos DouradosMG

6.365 habitantes · IBGE 3100104

IA

Resumo socioambiental

Abadia dos Dourados apresenta um quadro socioambiental marcado por contrastes entre saneamento e resíduos sólidos. A cobertura de água está em 63,9% (2024), abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 37 do país, embora a série mostre recuperação recente após anos de estagnação em torno de 57-58%. A perda de água, de 23,3% (2024), é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média de MG (35,8%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que o padrão do estado, mesmo com oscilações na série histórica.

O esgotamento sanitário revela a maior fragilidade do município: apesar da coleta atingir 99,4% (2020), muito acima da mediana nacional (59,9%) e da média mineira (78,2%), o tratamento é de 0,0% em toda a série 2012-2020, enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a de MG, 44,6%. Esse descompasso — coleta quase universal sem qualquer tratamento — significa que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente, um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais. Adicionalmente, os dados do Censo mostram que 24,2% dos domicílios (2022) têm destino inadequado de resíduos, bem acima da mediana nacional (14,9%) e da média de MG (7,4%), embora com queda expressiva desde 2010 (35,7%).

Nas emissões de GEE, o município soma 184.359 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com queda de 8,8% em relação ao ano anterior, refletindo trajetória de redução desde o pico de 2014 (246.061 tCO₂e). Chama atenção o crescimento das emissões de resíduos, que passaram para 6.473 tCO₂e (+23,0%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) — coerente com a alta taxa de destinação inadequada de domicílios já mencionada. As emissões de energia também cresceram 30,9%, para 14.144 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município tem avanços em coleta de esgoto e controle de perdas de água, mas enfrenta lacunas críticas no tratamento de esgoto e na destinação de resíduos, que se refletem no aumento das emissões associadas a esse setor. A ausência total de tratamento sanitário, combinada com cobertura de água abaixo da mediana nacional, deve ser prioridade de investimento para reduzir riscos à saúde pública e aos recursos hídricos locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.9%

2024

37
2.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.4%

2020

10.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
2.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.4%

2022

41
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.2%

2022

34
32.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

990 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

990 kW

2024

19
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

184.359 tCO₂e

2024

42
8.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.473 tCO₂e

2024

48
23.0% no período

Emissões de energia

SEEG

14.144 tCO₂e

2024

56
30.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.