AbadiâniaGO

17.638 habitantes · IBGE 5200100

IA

Resumo socioambiental

Abadiânia/GO apresenta cenário misto no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 89,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 70 do país — porém há queda relevante frente aos picos de 97–100% observados entre 2019 e 2021, sinalizando possível retração recente na expansão da rede. Já a coleta de esgoto, com 94,5% em 2021, também supera os referenciais nacional e estadual, mas o tratamento de esgoto, em 64,2% (2022), recuou 24,1% desde 2008, mesmo ainda superando a mediana nacional (37,7%) e ficando próximo da média de Goiás (66,0%). Essa queda no tratamento é preocupante considerando que o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito abaixo das 93 unidades médias do estado, o que limita a capacidade de resposta a aumentos de demanda.

Um ponto crítico é a perda de água, que saltou para 37,1% em 2022, um aumento de 85,5% desde 2008 e acima da mediana nacional (29,9%) e estadual (27,8%), indicando ineficiência na gestão da rede de distribuição que pode comprometer os ganhos de cobertura. Quanto a resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios está em 15,7% (2022), levemente acima da mediana nacional (14,9%) e bem superior à média estadual (5,5%), enquanto a coleta domiciliar caiu para 62,7%, abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média de Goiás (89,7%), refletindo desafios na universalização do serviço apesar da existência de apenas 1 unidade de destinação no território.

No eixo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 377.199 tCO₂e em 2024, alta de 40,1% desde 2010, situando o município no percentil 75 nacional. O destaque negativo é o setor de energia, com 154.067 tCO₂e, salto de 214,9% na década — percentil 87 nacional —, superando proporcionalmente o crescimento de resíduos (10.816 tCO₂e, +52,5%, percentil 68), o que sugere que a matriz energética local, e não a gestão de resíduos, é o principal vetor de aumento das emissões. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, embora o estado tenha registrado ocorrências nesse período, o que pode refletir tanto ausência real de eventos quanto lacunas no monitoramento local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.9%

2022

70
9.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.5%

2021

58
5.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

64.2%

2022

65
24.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

37.1%

2022

34
85.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.7%

2022

29
16.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.7%

2022

48
36.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

377.199 tCO₂e

2024

25
40.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.816 tCO₂e

2024

32
52.5% no período

Emissões de energia

SEEG

154.067 tCO₂e

2024

13
214.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.