AbaíraBA

7.452 habitantes · IBGE 2900108

IA

Resumo socioambiental

Abaíra apresenta um quadro socioambiental marcado por contrastes importantes entre saneamento de água e gestão de esgoto e resíduos. A cobertura de água é praticamente universal, com 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 89. Em contrapartida, o tratamento de esgoto é inexistente, com 0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 53,1% — um dos indicadores mais críticos do dossiê. A perda de água na distribuição, de 37,9%, também supera a mediana nacional (29,9%) e a estadual (35,0%), indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho obtido pela alta cobertura.

A gestão de resíduos sólidos é outro ponto de atenção. Apenas 43,5% dos domicílios têm coleta de lixo em 2022, com queda de -20,7% desde 2010 (54,9%), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (69,0%), no percentil 10. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 34,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), situando o município no percentil 79 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deterioração da coleta ao longo da década ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora relativamente baixas em termos absolutos (3.001 tCO₂e em 2024, percentil 25 nacional), mantiveram-se em patamar elevado e crescente desde 2010 (2.409 tCO₂e), refletindo o acúmulo de resíduos mal geridos.

O indicador mais alarmante é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de valores negativos (sequestro líquido de carbono) ao longo de quase toda a série histórica — por exemplo, -24.510 tCO₂e em 2022 — para 9.899 tCO₂e positivos em 2024, uma reversão de +396,7% que sugere perda abrupta de capacidade de sumidouro florestal ou mudança de uso do solo. Ainda assim, o valor absoluto permanece muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 5. As emissões de energia também cresceram significativamente (+95,5%, atingindo 5.045 tCO₂e em 2024), embora permaneçam em percentil baixo (21) frente ao país.

Por fim, os dados hidrológicos de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 8 registros de seca observada, no percentil 83 nacional, indicando maior propensão a eventos de estiagem que a inundações. Combinados, os indicadores apontam para um município com infraestrutura de abastecimento de água consolidada, mas com lacunas estruturais em esgotamento sanitário e coleta de resíduos, além de uma reversão recente e preocupante no balanço de carbono que merece monitoramento e investigação das causas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.9%

2024

77
10.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.8%

2024

35
36.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

20.0%

2024

75
47.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.5%

2022

10
20.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.0%

2022

21
24.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

9.899 tCO₂e

2024

95
396.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.001 tCO₂e

2024

75
24.6% no período

Emissões de energia

SEEG

5.045 tCO₂e

2024

79
95.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.