Abelardo LuzSC
17.736 habitantes · IBGE 4200101
Resumo socioambiental
Abelardo Luz apresenta um quadro de saneamento básico ainda aquém dos padrões nacionais e estaduais, combinado com trajetória favorável de redução de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 74,3% em 2022, com avanço expressivo de +48,5% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 47. A perda de água, por sua vez, é um ponto de atenção: 38,1% em 2022, indicador que piora frente à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,6%), colocando o município no percentil 68 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que sugere ineficiência operacional na rede mesmo com a expansão da cobertura.
O esgotamento sanitário é o aspecto mais crítico do dossiê. Apenas 67,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito aquém do patamar catarinense (89,7%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 29,7% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase dez vezes o valor de Santa Catarina (3,2%), situando o município no percentil 74 (pior extremidade). Chama atenção que o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas muito abaixo das 113 unidades médias do estado — essa lacuna de tratamento ajuda a explicar tanto o alto índice de destinação inadequada quanto o crescimento de +30,4% nas emissões de resíduos (de 9.182 para 11.972 tCO₂e entre 2010 e 2024), que superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e colocam o município no percentil 71.
Do lado positivo, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 389.174 tCO₂e (2022) para 246.773 tCO₂e em 2024, uma redução de 36,4% impulsionada principalmente pela queda nas emissões de energia (-33,9%, para 54.467 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional tanto em emissões totais (138.513 tCO₂e, percentil 65) quanto em energia (18.929 tCO₂e, percentil 71), refletindo uma matriz energética pouco diversificada — a potência em biomassa estagnou em 810 kW desde 2011, distante da mediana nacional (5 MW) e do percentil 20, enquanto a potência hidráulica cresceu (+26,1%, para 16 MW), acima da mediana nacional mas ainda modesta frente ao potencial estadual.
Em síntese, os investimentos em expansão da cobertura de água não foram acompanhados por ganhos equivalentes em eficiência de distribuição nem em tratamento de esgoto, e a lacuna estrutural em saneamento se reflete diretamente no aumento das emissões de resíduos, mesmo com o desempenho ambiental geral melhorando graças à redução de emissões energéticas. Os registros históricos de eventos extremos (2 cheias e 5 secas em 2016, ambos acima da mediana nacional) reforçam a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura hídrica e de tratamento de efluentes como
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
17 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
16 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
246.773 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.972 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
54.467 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
