Abreu e LimaPE

103.945 habitantes · IBGE 2600054

IA

Resumo socioambiental

Abreu e Lima/PE apresenta em 2022 cobertura de água de 88,7%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente superior à média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 68 do país. A série histórica mostra evolução consistente desde 2008 (79,5%), com ganho acumulado de +11,6%. Em contraste, a perda de água na distribuição permanece elevada, em 54,9% (2022), muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), colocando o município no percentil 89 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação revela um paradoxo: o sistema amplia o acesso, mas desperdiça mais da metade da água tratada, o que compromete a eficiência operacional e eleva custos ambientais e financeiros.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta atinge apenas 25,5% (2021), muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo abaixo da mediana estadual (47,4%), situando Abreu e Lima no percentil 14 — entre os piores do Brasil. O tratamento de esgoto, em 32,1% (2022), está próximo da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%), mas essa proporção incide sobre uma base de coleta muito pequena, o que limita o benefício ambiental real. Chama atenção que o tratamento vem em trajetória de queda desde o pico de 36,7% em 2017. Por outro lado, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares é relativamente bom: 5,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (14,8%), no percentil 27 (favorável), sugerindo que a gestão de resíduos sólidos urbanos é mais estruturada que o esgotamento sanitário.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 141.202 tCO₂e em 2024, com queda de 20,5% desde 2010, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51). Contudo, as emissões de resíduos cresceram 47,6% no período, atingindo 67.834 tCO₂e em 2024 — valor extremamente alto frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 95, entre os piores do país. Esse crescimento é coerente com a baixa cobertura de esgoto e reforça a pressão do setor de resíduos sobre o balanço de emissões local, mesmo com queda nas emissões de energia (-19,2%, para 98.705 tCO₂e).

Em geração de energia renovável, o município mantém potência solar estagnada em 516 kW desde 2021 e biomassa estável em 3 MW, ambos abaixo das medianas nacionais (908 kW e 5 MW, respectivamente), indicando ausência de expansão nesse setor. O quadro geral aponta para uma agenda prioritária clara: reduzir perdas na distribuição de água, expandir drasticamente a coleta de esgoto e conter o crescimento das emissões associadas a resíduos, áreas onde o município está mais distante do desempenho nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.1%

2024

47
3.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.4%

2024

19
4.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

30.9%

2024

49
55.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.7%

2024

19
31.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.7%

2022

72
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

73
5.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

516 kW

2024

38
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

516 kW

2024

38
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

141.202 tCO₂e

2024

49
20.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

67.834 tCO₂e

2024

5
47.6% no período

Emissões de energia

SEEG

98.705 tCO₂e

2024

19
19.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.