AbreulândiaTO
2.668 habitantes · IBGE 1700251
Resumo socioambiental
Abreulândia apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento e trajetória crescente de emissões. A cobertura de água atingiu 58,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 29 do país — ou seja, entre os piores em acesso à água tratada. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 13,7% em 2010 para 57,8% em 2024 (variação de +322,1% no período), muito superior à mediana nacional (29,1%) e à do Tocantins (30,8%), colocando o município no percentil 89 (quanto maior, piores). Esse desperdício elevado indica ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, que pode estar comprometendo a própria cobertura ofertada à população.
O cenário de esgotamento sanitário é igualmente crítico. Apenas 36,3% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, retração de 36,0% em relação a 2010 (56,7%) e bem distante da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), situando o município no percentil 6 — entre os piores do Brasil. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares alcançou 39,7% em 2022, quase três vezes a mediana nacional (14,9%), no percentil 85. Essa combinação de baixa coleta e destinação inadequada de esgoto e resíduos ajuda a explicar o crescimento das emissões do setor de resíduos, que passaram de 1.003 para 1.295 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+29,1%), embora em volume absoluto o município ainda esteja no percentil 4 nacional, ou seja, com emissões setoriais baixas em termos comparativos.
As emissões totais de GEE, contudo, revelam maior gravidade: 672.737 tCO₂e em 2024, alta de 28,7% desde 2010, com picos históricos em 2015 e 2020 (acima de 1,1 milhão de tCO₂e), posicionando o município no percentil 85 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Esse patamar, típico de municípios com forte influência de uso da terra e agropecuária, contrasta com as emissões de energia, que embora tenham crescido 468,4% desde 2010 (de 1.704 para 9.688 tCO₂e em 2024), ainda representam volume modesto e abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 35).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município (dados de 2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Abreulândia enfrenta desafios prioritários em infraestrutura de saneamento — especialmente redução de perdas de água e ampliação da coleta de esgoto — que, se equacionados, tendem a repercutir positivamente na redução das emissões associadas a resíduos e no bem-estar da população local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
57.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
36.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
672.737 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.295 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.688 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
