AcaraúCE

68.758 habitantes · IBGE 2300200

IA

Resumo socioambiental

Acaraú/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e emissões de gases de efeito estufa em trajetória de alta, configurando um cenário socioambiental preocupante. A cobertura de água atinge apenas 47,9% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 19 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta de esgoto caiu para 5,0% em 2024 (queda de -24,2% desde o pico de 2011), e o tratamento recuou para 8,2%, ambos muito aquém das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e das médias estaduais. O município conta com apenas 1 ETE (2020), reforçando a fragilidade da infraestrutura de tratamento frente ao crescimento populacional.

A perda de água na distribuição também é elevada, atingindo 31,9% em 2024 — mais que o dobro do registrado em 2010 (15,1%) — e ligeiramente acima da mediana nacional (29,1%), embora ainda abaixo da média do Ceará (40,5%). Essa ineficiência operacional, somada à baixa cobertura de coleta domiciliar de resíduos (56,9% em 2022, percentil 22 nacional) e ao alto percentual de destinação inadequada de resíduos domiciliares (29,8% em 2022, quase o dobro da mediana nacional de 14,9%), evidencia deficiências estruturais que se retroalimentam: a baixa cobertura de esgoto e a destinação inadequada de resíduos sólidos ajudam a explicar o salto de 130,3% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que somaram 42.651 tCO₂e no último ano — patamar seis vezes maior que a mediana nacional, colocando o município no percentil 92 do país.

As emissões totais de GEE também cresceram de forma acentuada, alcançando 412.593 tCO₂e em 2024 (+58,1% desde 2010), quase três vezes a mediana nacional, com destaque para o setor de energia, que mais que dobrou no período (+85,7%), atingindo 100.016 tCO₂e. Por outro lado, o município mantém capacidade instalada de geração eólica relevante (156 MW), acima da mediana nacional (126 MW), o que representa um ativo estratégico para mitigação futura, ainda que estagnado desde 2018.

Em síntese, Acaraú combina baixíssima cobertura de saneamento, perdas hídricas crescentes e aumento expressivo de emissões — sobretudo de resíduos —, sinalizando a urgência de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e redução de perdas na distribuição de água, de modo a reverter tendências que colocam o município em desvantagem relativa ao Ceará e ao Brasil.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.9%

2024

19
57.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.0%

2024

5
24.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

8.2%

2024

32
40.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.9%

2024

43
111.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.9%

2022

22
25.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.8%

2022

26
45.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

156 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

156 MW

2024

57
120.1% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

412.593 tCO₂e

2024

23
58.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

42.651 tCO₂e

2024

8
130.3% no período

Emissões de energia

SEEG

100.016 tCO₂e

2024

19
85.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.