AcopiaraCE

46.215 habitantes · IBGE 2300309

IA

Resumo socioambiental

Acopiara/CE apresenta quadro socioambiental preocupante, com saneamento básico ainda muito aquém dos padrões nacionais. A cobertura de água teve salto expressivo, passando de 32,1% (2021) para 84,3% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Ceará (69,9%), no percentil 62. Entretanto, esse avanço contrasta fortemente com o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto está em apenas 14,3% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (40,3%), colocando o município no percentil 9 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto seguiu trajetória de queda, caindo de 21,5% (2009) para 11,3% em 2022, uma retração de -47,4% no período, agravada pela existência de apenas 1 ETE no município desde 2020, sem expansão da infraestrutura.

Essa fragilidade no saneamento se reflete no destino inadequado de resíduos domiciliares, que mesmo com melhora (-27,8% desde 2010) ainda atinge 37,2% dos domicílios em 2022, bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,6%), no percentil 83 — indicando problema estrutural persistente. A perda de água na distribuição também é elevada, em 41,5% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (38,5%), sugerindo ineficiência operacional que compromete a eficácia do investimento recente em cobertura hídrica.

No eixo climático, as emissões de GEE do município somaram 814.495 tCO₂e em 2024, com alta de 45,7% desde 2010, situando Acopiara no percentil 88 nacional — patamar muito elevado mesmo com oscilações recentes (pico de 1,03 milhão de tCO₂e em 2023). As emissões de resíduos mais que dobraram no período (+112,7%), atingindo 34.253 tCO₂e em 2024, no percentil 90 nacional, o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia também cresceram (+59,5%), chegando a 37.698 tCO₂e, no percentil 64.

Por fim, o município está exposto a eventos climáticos extremos, com histórico de seca observada em 23 registros (2016), no percentil 100 nacional, e uma ocorrência de cheia no mesmo ano. Esse cenário reforça a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura de esgotamento sanitário e gestão de resíduos, capazes de reduzir emissões associadas e mitigar riscos hídricos que já se mostram extremos na comparação nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.8%

2024

51
128.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.5%

2024

7
22.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

11.3%

2024

34
56.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.2%

2024

41
3.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.0%

2022

18
9.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.2%

2022

17
27.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

814.495 tCO₂e

2024

12
45.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.253 tCO₂e

2024

10
112.7% no período

Emissões de energia

SEEG

37.698 tCO₂e

2024

36
59.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

23

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.