AcreúnaGO

21.995 habitantes · IBGE 5200134

IA

Resumo socioambiental

Acreúna/GO apresenta saneamento básico em situação mista: a cobertura de água atingiu 89,5% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima à média estadual (88,8%), posicionando o município no percentil 76 do país. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido 53,3% desde 2011, está em 40,0% em 2024 — abaixo da mediana nacional (59,9%) e bem distante do patamar goiano (76,3%), refletindo estagnação da rede desde 2019. O tratamento de esgoto, por sua vez, destaca-se positivamente: 51,8% em 2024 supera a mediana nacional (33,3%), embora ainda fique aquém da média de Goiás (66,6%). Essa combinação sugere que o esgoto coletado é tratado com boa eficiência, mas a limitação está na expansão da rede coletora, com apenas 1 ETE registrada no município desde 2020.

As perdas de água, embora tenham recuado 15,4% desde 2010, ainda somam 28,3% em 2024, valor próximo à mediana nacional (29,1%) mas superior à média de Goiás (25,3%), indicando espaço para ganhos de eficiência operacional. No âmbito domiciliar, os indicadores do Censo 2022 são favorável: 93,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 88 nacional) e apenas 5,8% têm destinação inadequada, patamar próximo ao estadual (5,5%) e bem melhor que a mediana do país (14,9%).

O quadro de emissões de GEE é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais somaram 896.378 tCO₂e em 2024, um salto de 67,9% desde 2010, colocando o município no percentil 89 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 64,5% no período, atingindo 205.441 tCO₂e (percentil 90), enquanto as emissões de resíduos, de 13.339 tCO₂e (percentil 74), guardam relação direta com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e possivelmente com a gestão de resíduos sólidos, reforçando a necessidade de ampliar a rede coletora como estratégia de mitigação.

Em síntese, Acreúna avançou consistentemente no abastecimento de água e na gestão de resíduos domiciliares, superando referências nacionais nesses quesitos. Entretanto, a estagnação da coleta de esgoto desde 2019 e o crescimento acelerado das emissões de GEE — sobretudo de energia — indicam que os investimentos futuros devem priorizar a expansão da rede coletora de esgoto e a redução da intensidade de carbono nas atividades locais, aproveitando a já comprovada capacidade de tratamento instalada no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.5%

2024

76
31.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.0%

2024

31
53.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

51.8%

2024

62
44.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.3%

2024

52
15.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.9%

2022

88
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.8%

2022

72
35.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

10 MW

2024

52
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

896.378 tCO₂e

2024

11
67.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.339 tCO₂e

2024

26
30.9% no período

Emissões de energia

SEEG

205.441 tCO₂e

2024

10
64.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.