AdamantinaSP
35.642 habitantes · IBGE 3500105
Resumo socioambiental
Adamantina apresenta desempenho saneamento acima da média nacional em praticamente todos os indicadores. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 95,2% (percentil 100), consolidando trajetória de melhora desde 96,1% em 2008. A coleta de esgoto também é universal (100,0% em 2021, percentil 100), e o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saindo de 31,5% em 2008 para 100,0% em 2022 — variação de +217,9% no período —, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a média paulista (69,6%). Esse avanço no tratamento é coerente com a baixa proporção de domicílios com destino inadequado de resíduos, que caiu de 4,0% (2010) para 1,4% (2022), próxima ao patamar estadual (1,0%) e bem melhor que a mediana nacional (14,9%).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que ficou em 23,9% em 2022, com leve piora frente a 2021 (20,4%) e ao melhor resultado da série (17,9% em 2019). Apesar disso, o índice ainda é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), posicionando o município no percentil 34 — ou seja, entre os municípios com menor perda relativa. Esse indicador merece monitoramento, pois perdas crescentes podem pressionar custos operacionais mesmo com cobertura universal de água.
Nas emissões de GEE, o município reduziu o total de 344.937 tCO₂e (2010) para 228.571 tCO₂e em 2024 (-33,7%), impulsionado principalmente pela queda nas emissões de energia (-61,3% no período, com 74.017 tCO₂e em 2024). Contudo, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, passando de 20.428 tCO₂e (2010) para 23.304 tCO₂e (2024, +14,1%), o que contrasta com o excelente desempenho em tratamento de esgoto e destinação adequada de resíduos domiciliares — sugerindo que o crescimento populacional ou de geração de resíduos sólidos ainda não foi acompanhado por ganhos equivalentes de eficiência na gestão desses resíduos. O município está no percentil 86 nacional para emissões de resíduos, indicando posição desfavorável relativa mesmo com boa infraestrutura sanitária.
Em segurança hídrica, o índice de Adamantina (5.000, projeção 2035) supera a mediana nacional (4.000) e a média estadual (3.881), colocando o município no percentil 100. Combinado com a baixa incidência de eventos extremos registrados (1 registro de cheia em 2016, nenhuma seca observada), o cenário hídrico-climático é favorável. Entretanto, a expansão relevante da potência térmica fóssil instalada — de 29 kW até 2019 para 15 MW a partir de 2020 — merece acompanhamento, pois pode indicar maior dependência de fontes fósseis para geração local, tema relevante para a estratégia de mitigação de emissões do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
98.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
228.571 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
23.304 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
74.017 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
