AdrianópolisPR

6.327 habitantes · IBGE 4100202

IA

Resumo socioambiental

Adrianópolis apresenta quadro preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu para 34,1% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor da UF (89,5%), colocando o município no percentil 9 do país. Essa queda é ainda mais grave por representar um retrocesso: o indicador chegou a atingir 69,6% em 2021, mas sofreu uma quebra abrupta em 2023 (33,2%), sugerindo problema estrutural ou de reporte no sistema de abastecimento que ainda não foi revertido. A perda de água na distribuição, embora tenha melhorado ligeiramente (-1,4%) e esteja em 25,3% em 2024, permanece um fator que agrava a baixa cobertura, já que reduz a eficiência do pouco serviço prestado.

No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu na coleta domiciliar, que passou de 63,7% (2010) para 70,7% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (90%). Como reflexo, o destino inadequado de resíduos, apesar de ter caído significativamente (-44,6% no período), ainda atinge 20,1% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%). A limitada infraestrutura de destinação final — apenas 1 unidade cadastrada desde 2019, mesmo valor da mediana nacional, mas muito distante das 53 unidades da UF — ajuda a explicar essa persistência de destinação inadequada e reforça a necessidade de investimento em infraestrutura de tratamento.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município caíram drasticamente para 69.778 tCO₂e em 2024 (-62,6% em relação a 2010), após picos expressivos entre 2015 e 2018 (que ultrapassaram 2,5 milhões de tCO₂e), provavelmente associados a mudanças no uso da terra. As emissões de resíduos, coerentes com a modesta melhora na coleta e destinação, também recuaram para 2.783 tCO₂e (-5,9%), ficando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia cresceram 12,4% no período, atingindo 22.801 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando um vetor de emissões que merece monitoramento, ainda que muito distante da magnitude da UF.

Em síntese, Adrianópolis enfrenta um desafio crítico e urgente no abastecimento de água, com retrocesso acentuado e desempenho muito inferior aos parâmetros estadual e nacional, enquanto os indicadores de resíduos sólidos mostram melhoria gradual, porém ainda insuficiente frente às medianas do país. A ausência de registros de cheia e seca em 2016 não permite avaliação de risco hídrico atualizada, sendo recomendável a atualização dessas séries para apoiar o planejamento de resiliência climática do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.1%

2024

9
31.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.3%

2024

60
1.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.7%

2022

40
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.1%

2022

40
44.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

69.778 tCO₂e

2024

70
62.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.783 tCO₂e

2024

78
5.9% no período

Emissões de energia

SEEG

22.801 tCO₂e

2024

46
12.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.