Afonso CunhaMA

6.296 habitantes · IBGE 2100105

IA

Resumo socioambiental

Afonso Cunha/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 13,6% dos domicílios em 2024, resultado de queda de 36,6% desde 2010 e muito distante da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Agravando o cenário, a perda de água no sistema atingiu 89,0% em 2024, com alta de 8,1% no período, contra mediana nacional de 29,1%, colocando o município no percentil 99 (entre os piores índices de desperdício do país). Essa combinação de baixa cobertura com altíssima perda indica ineficiência estrutural grave na gestão hídrica local.

A situação do esgotamento sanitário segue padrão semelhante. Apenas 41,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9%, e 58,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 97 nesse indicador negativo. Embora tenha havido melhora relativa desde 2010 (redução de 8,9% no destino inadequado), o município permanece entre os piores do país em saneamento básico como um todo.

No campo das emissões de GEE, o total municipal chegou a 200.027 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de 98,1% desde 2010, situando o município no percentil 60 nacional. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 351 tCO₂e (2010) para 61.501 tCO₂e (2024) — variação de mais de 17.000% —, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 74. As emissões de resíduos também cresceram 124,8% no período, atingindo 2.935 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta consistente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o destino inadequado de resíduos observados no município.

Os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 (2 cheias e 4 secas) também superam a mediana nacional (zero), embora abaixo dos totais estaduais, sugerindo vulnerabilidade climática que se soma às fragilidades de infraestrutura. Em conjunto, os indicadores apontam para necessidade urgente de investimento em saneamento básico — especialmente redução de perdas hídricas e ampliação da coleta de esgoto — como medida capaz de mitigar simultaneamente riscos sanitários, ambientais e de emissões de gases de efeito estufa.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

13.6%

2024

2
36.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

89.0%

2024

1
8.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.3%

2022

9
14.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

58.2%

2022

3
8.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

200.027 tCO₂e

2024

40
98.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.935 tCO₂e

2024

76
124.8% no período

Emissões de energia

SEEG

61.501 tCO₂e

2024

26
17406.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.