AfuáPA
40.246 habitantes · IBGE 1500305
Resumo socioambiental
Afuá/PA apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 13,2% da população em 2024, ante mediana nacional de 73,2% e mediana estadual de 50,9%, posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. A situação é agravada pela perda de água de 73,5% no sistema (percentil 96, pior que 96% dos municípios), que praticamente triplicou desde 2010 e chegou a 100% em 2023, indicando falência operacional da infraestrutura hídrica. A coleta de resíduos domiciliares também é alarmante: apenas 9,7% dos domicílios são atendidos (2022), com queda de 67,2% desde 2010, enquanto 67,8% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, contra mediana nacional de 14,9% — colocando Afuá no percentil 99, entre os piores do país.
Esse déficit de gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor: as emissões de resíduos saltaram para 16.198 tCO₂e em 2024, alta de 82,7% em relação a 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 79. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada, 163,4% desde 2010, atingindo 55.809 tCO₂e em 2024 (percentil 72), sinalizando maior dependência de fontes fósseis para geração local, ainda que o município mantenha uma pequena capacidade de biomassa estável em 6 MW desde 2017.
Em contraste, o balanço total de GEE do município permanece negativo (-1.656.333 tCO₂e em 2024), refletindo o papel de sumidouro de carbono associado à cobertura florestal amazônica, típica da região. Contudo, essa capacidade de sequestro vem se reduzindo lentamente ao longo da série (de -1.718.095 tCO₂e em 2010 para o valor atual), o que, combinado ao crescimento das emissões de energia e resíduos, sugere pressão ambiental crescente. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que não permite avaliar riscos hidrológicos recentes.
Em síntese, Afuá enfrenta um dos piores cenários de saneamento do Brasil, com cobertura de água e coleta de resíduos extremamente baixas e alta perda hídrica, fatores que se relacionam diretamente ao aumento das emissões de resíduos e energia. A ausência de investimentos visíveis em infraestrutura, evidenciada pela deterioração ao longo de mais de uma década, exige atenção prioritária de gestores públicos para reverter esse quadro de vulnerabilidade socioambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
13.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
73.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
9.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
67.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-1.656.333 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.198 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
55.809 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
