AgronômicaSC

6.394 habitantes · IBGE 4200309

IA

Resumo socioambiental

Agronômica/SC apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com desafios estruturais evidentes no sistema de abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 58,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 28. Mais preocupante é o índice de perda de água, que chegou a 56,9% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (34,6%), colocando o município no percentil 90, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Embora a cobertura tenha crescido significativamente desde 2008 (+111%), as perdas também aumentaram na mesma proporção (+149,1%), sugerindo que a expansão da rede não veio acompanhada de investimentos em manutenção e controle de vazamentos, o que compromete a eficiência do sistema e eleva custos operacionais.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: o destino inadequado de domicílios caiu de 30,3% (2010) para 15,3% (2022), redução de quase 50%, embora ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do padrão catarinense (3,2%). A coleta domiciliar atingiu 76,5% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%), mas aquém da UF (89,7%). Essa melhoria no manejo de resíduos se reflete nas emissões de GEE do setor, que caíram de 4.181 tCO₂e (2010) para 2.408 tCO₂e (2024), redução de 42,4%, posicionando o município no percentil 21 nacional — abaixo da mediana (5.787 tCO₂e), o que indica desempenho relativamente favorável nesse recorte.

O balanço geral de emissões de GEE do município é positivo: caiu de 71.210 tCO₂e (2010) para 35.876 tCO₂e em 2024, redução de 49,6%, valor bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 14. As emissões de energia também recuaram (-5,8%), fechando em 7.403 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Contudo, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, inferior à mediana nacional (4,0) e à média da UF (3,702), sinalizando vulnerabilidade futura que dialoga diretamente com as altas perdas de água já registradas. Os registros de eventos extremos em 2016 — 7 cheias e 2 secas — embora pontuais, reforçam a necessidade de atenção à infraestrutura hídrica, especialmente diante de um sistema que já opera com ineficiência elevada.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.1%

2024

21
54.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.5%

2024

34
25.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.5%

2022

49
9.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.3%

2022

49
49.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.876 tCO₂e

2024

86
49.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.408 tCO₂e

2024

83
42.4% no período

Emissões de energia

SEEG

7.403 tCO₂e

2024

71
5.8% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.