Água Azul do NortePA

17.960 habitantes · IBGE 1500347

IA

Resumo socioambiental

Água Azul do Norte apresenta quadro socioambiental crítico, com deterioração acentuada no saneamento básico e emissões de gases de efeito estufa muito acima do padrão nacional. A cobertura de água caiu de forma abrupta para 19,5% em 2023, ante 92,2% em 2022 — uma reversão que contrasta com os 100% registrados em 2018 e deixa o município muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (50,9%). Essa queda é agravada pelo alto índice de perda de água, que saltou para 62,5% em 2022, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto o Pará (51,8%), evidenciando ineficiência operacional e possível colapso na gestão do sistema de abastecimento.

No saneamento domiciliar, apenas 55,4% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (71,0%), posicionando o município no percentil 20. Ainda mais grave é o destino inadequado de dejetos, que atinge 43,0% dos domicílios — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da UF (23,2%), colocando o município no percentil 88, entre os piores do país nesse quesito. Apesar da melhora histórica desde 2010 (quando o destino inadequado era 68,4%), o ritmo de avanço é insuficiente diante do padrão nacional.

As emissões de GEE somaram 3.350.964 tCO₂e em 2024, com queda de 30,6% frente ao início da série, mas ainda no percentil 97 nacional, refletindo o peso do desmatamento e uso da terra típico da Amazônia paraense. As emissões de resíduos cresceram 20,2% na década, atingindo 20.930 tCO₂e em 2024 — mais de três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o alto índice de destinação inadequada, indicando que a gestão de resíduos sólidos e líquidos ainda é um gargalo estrutural. As emissões de energia também dispararam, com alta de 285,8% desde 2010, chegando a 38.951 tCO₂e em 2024 (percentil 65).

Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento frágil e em retrocesso com uma pegada de emissões desproporcional ao seu porte populacional, sinalizando urgência de investimentos em abastecimento de água, redução de perdas e ampliação da coleta e destinação adequada de esgoto, o que também contribuiria para mitigar as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

19.5%

2023

80.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

62.5%

2022

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.4%

2022

20
75.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.0%

2022

12
37.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.350.964 tCO₂e

2024

3
30.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.930 tCO₂e

2024

17
20.2% no período

Emissões de energia

SEEG

38.951 tCO₂e

2024

35
285.8% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.