Água Doce do NorteES

12.559 habitantes · IBGE 3200169

IA

Resumo socioambiental

Água Doce do Norte apresenta quadro de saneamento crítico e em deterioração acentuada. A cobertura de água, embora tenha avançado para 52,8% em 2024 (alta de +18,2% desde 2010), permanece muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (78,1%), posicionando o município no percentil 23. Mais grave é o colapso da coleta de esgoto, que despencou de 82,9% em 2020 para apenas 11,6% em 2024 — queda de 84,8% — e do tratamento, que salta de patamar nulo para apenas 12,0% no mesmo ano, ainda distante da mediana nacional (33,3%) e da UF (43,5%). Esse retrocesso é corroborado pelos dados censitários: a proporção de domicílios com coleta caiu de 59,7% (2010) para 46,1% (2022), enquanto o destino inadequado de dejetos subiu para 28,2%, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (6,9%), colocando o município no percentil 72 (pior situação relativa).

A perda de água na distribuição, embora tenha melhorado frente a 2010 (redução de 27,4%), voltou a subir nos últimos anos, atingindo 19,3% em 2024 — ainda assim melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (31,7%). Esse indicador relativamente favorável contrasta com o quadro de esgotamento sanitário, sugerindo que os investimentos em abastecimento não foram acompanhados de equivalente atenção à coleta e ao tratamento de esgoto, o que tende a comprometer corpos hídricos e a saúde pública local.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 102.279 tCO₂e em 2024, redução de 38% frente a 2010, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 40,3% no período, alcançando 5.131 tCO₂e, movimento coerente com a queda da coleta e do tratamento de esgoto, indicando que a gestão de resíduos e efluentes tem pressionado o balanço de emissões mesmo com a queda geral do total. As emissões de energia também aumentaram 44,1%, para 28.147 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição a riscos climáticos: 4 ocorrências de cheia (percentil 96, entre os mais elevados do país) e 3 de seca (percentil 68), evidenciando vulnerabilidade a extremos hídricos que reforça a urgência de reverter o retrocesso no saneamento, sob risco de agravar impactos sanitários e ambientais em eventos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.8%

2024

23
18.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

11.6%

2024

10
84.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.0%

2024

35

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2024

77
27.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.1%

2022

12
22.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.2%

2022

28
30.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.279 tCO₂e

2024

59
38.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.131 tCO₂e

2024

57
40.3% no período

Emissões de energia

SEEG

28.147 tCO₂e

2024

42
44.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.