Água DoceSC
6.625 habitantes · IBGE 4200408
Resumo socioambiental
Água Doce/SC apresenta quadro de saneamento básico crítico, com déficits estruturais que a colocam entre os piores desempenhos do estado e do país. A cobertura de água atingiu 65,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 36. Mais grave é a situação de esgotamento sanitário: tanto a coleta quanto o tratamento de esgoto registram 0,0% em 2021, enquanto a mediana nacional é de 87,8% para coleta e 37,7% para tratamento — um déficit completo de infraestrutura que expõe a população a riscos sanitários e ambientais relevantes. A perda de água na distribuição também é preocupante, em 30,9% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da mediana estadual (34,6%), embora tenha subido de 25,8% em 2021.
O quadro de resíduos sólidos reforça a fragilidade do saneamento local. Os domicílios com coleta de lixo caíram de 72,3% (2010) para 62,6% (2022), variação negativa de -13,4%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito aquém de SC (89,7%). Paralelamente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 27,6% para 17,4% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e é seis vezes maior que a média estadual (3,2%). Essa combinação de baixa cobertura de coleta e destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento de 75,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 3.355 para 5.875 tCO₂e), acompanhando o padrão nacional (percentil 51).
Do ponto de vista climático e energético, o município mostra sinais positivos. As emissões totais de GEE caíram 43,6% entre 2023 e 2024 (de 474.830 para 264.740 tCO₂e), impulsionadas pela redução nas emissões de energia (-37,9% no período, para 21.343 tCO₂e). A matriz elétrica local é favorecida pela expressiva capacidade eólica instalada, 147 MW em 2024, acima da mediana nacional (135 MW) e próxima da média estadual (251 MW), com salto expressivo desde 2010 (+963,8%). A potência hídrica, indicador em que menor é melhor, também cresceu (28 MW, +132,6%), superando a mediana nacional, o que sugere maior dependência de fontes convencionais nesse segmento.
Em recursos hídricos, o município registrou 4 ocorrências de seca em 2016, acima da mediana nacional (0) e a segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,702). Diante desse cenário, prioridades claras para gestores incluem a universalização da coleta e tratamento de esgoto — atualmente inexistentes — e a recuperação da cobertura de coleta de resíduos, ações que trariam ganhos simultâneos em saúde pública, redução de emissões e resiliência hídrica.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
34.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
175 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
147 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
28 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
264.740 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.875 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
21.343 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
