Água NovaRN

3.028 habitantes · IBGE 2400406

IA

Resumo socioambiental

Água Nova/RN apresenta quadro socioambiental misto em 2022, com saneamento básico abaixo da média nacional em água, mas avanços relevantes em coleta de resíduos. A cobertura de água chegou a 64,4% em 2022, inferior à mediana nacional (76,5%) e ao patamar do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 35. Chama atenção a trajetória irregular desse indicador, que oscilou entre 63% e 88,5% ao longo da série histórica, sugerindo instabilidade na gestão ou nos registros do serviço. A perda de água, de 28,2% em 2022, ficou abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem abaixo da UF (46,1%), mas representa alta de 11,8% em relação ao ano anterior, revertendo a tendência de queda observada entre 2017 e 2021.

No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu de forma consistente: a coleta domiciliar atingiu 88,1% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (86,4%), com percentil 73 — um salto expressivo frente aos 65,7% de 2010. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu de 34,4% para 11,6% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do patamar da UF (9,3%). Essa melhora na destinação, no entanto, não se refletiu nas emissões de GEE ligadas a resíduos, que cresceram 52% desde 2010 e atingiram 1.616 tCO₂e em 2024 — indicando que o aumento da cobertura de coleta pode estar elevando as emissões associadas ao tratamento e disposição final, um ponto que merece atenção na gestão de resíduos.

Em termos de emissões totais de GEE, Água Nova mantém participação marginal no cenário nacional: 6.077 tCO₂e em 2024 posicionam o município no percentil 4, muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia foram zeradas em 2024, após oscilações históricas, enquanto resíduos já representam parcela significativa do total emitido, reforçando a relevância do tema para a política ambiental local.

Por fim, os dados hidrológicos de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 7 registros de seca observada — indicador relevante dado o contexto semiárido do Nordeste, ainda que desatualizado frente aos demais indicadores. Em síntese, o município avançou no saneamento de resíduos, mas enfrenta desafios de estabilidade no abastecimento de água e de controle de perdas, com efeitos colaterais em emissões que merecem monitoramento contínuo.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.2%

2024

40
3.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.5%

2024

22
10.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.1%

2022

73
34.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.6%

2022

57
66.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

6.077 tCO₂e

2024

96
10.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.616 tCO₂e

2024

93
52.0% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99
100.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.