Águas de ChapecóSC
6.128 habitantes · IBGE 4200507
Resumo socioambiental
Águas de Chapecó apresenta quadro de saneamento abaixo do padrão nacional e catarinense, com sinais preocupantes de ineficiência operacional. A cobertura de água atingiu 65,4% em 2022, com avanço de +21,8% desde 2008, mas ainda inferior à mediana nacional (76,5%) e muito distante da UF (90,1%), posicionando o município no percentil 37. Mais grave é a perda de água, que saltou para 45,9% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), colocando o município no percentil 80 (pior faixa). Após períodos de melhora (mínima de 17,9% em 2017), as perdas voltaram a crescer expressivamente, indicando deterioração da rede ou da gestão operacional, o que compromete o próprio avanço da cobertura.
Na coleta e destinação de resíduos sólidos, o cenário também é desfavorável. Apenas 58,8% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), no percentil 24. Como reflexo, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 39,1% dos domicílios, bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (3,2%) — percentil 84, um dos indicadores mais críticos do dossiê, apesar da melhora de -15,0% desde 2010. Essa lacuna de gestão de resíduos ajuda a explicar a trajetória das emissões do setor, que cresceram +28,0% entre 2010 e 2024, chegando a 2.996 tCO₂e, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em emissões totais de GEE, o município registrou 63.184 tCO₂e em 2024, com queda de -32,7% em relação a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 27. As emissões de energia também recuaram (-30,4%), embora tenham voltado a subir desde 2021, atingindo 11.804 tCO₂e em 2024. Chama atenção a elevada potência hidráulica instalada — 428 MW, estável desde 2010 e muito acima da mediana nacional (10 MW), no percentil 93 —, o que evidencia forte presença de infraestrutura energética no território, com implicações relevantes para o regime hídrico local.
Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 (6 cheias e 6 secas) situam o município em percentis elevados frente ao Brasil, sugerindo vulnerabilidade hidroclimática que reforça a urgência de qualificar a gestão da água e dos resíduos, dado o quadro combinado de baixa cobertura, altas perdas e destinação inadequada identificado nos indicadores de saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
46.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
428 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
428 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
63.184 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.996 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.804 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
