Águas de Santa BárbaraSP
7.407 habitantes · IBGE 3500550
Resumo socioambiental
Águas de Santa Bárbara/SP apresenta quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em manejo de resíduos e tratamento de esgoto, mas retrocesso recente no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 72,2% em 2022, queda de 17,1% frente à série histórica e abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do desempenho paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 45. Esse recuo é agravado pela perda de água na distribuição, de 37,3% em 2022 — superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%) —, indicando ineficiência operacional que pressiona a disponibilidade do recurso mesmo com produção mantida.
Em contrapartida, o saneamento de esgoto mostra trajetória mais favorável. A coleta atingiu 74,1% em 2021 (+13,8% na série), e o tratamento chegou a 73,3% em 2022, valor expressivamente acima da mediana nacional (37,7%) e da média do Estado de São Paulo (69,6%), colocando o município no percentil 72. Essa combinação de alta cobertura de coleta com tratamento robusto reduz o passivo ambiental de esgoto não tratado, refletindo-se também na baixa proporção de domicílios com destino inadequado de resíduos (3,1% em 2022, queda de 75,4% desde 2010), embora ainda distante do patamar estadual (1,0%).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 103.807 tCO₂e em 2024, com redução de 17,5% em relação a 2010 e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), sinalizando trajetória de descarbonização compatível com o porte do município. Entretanto, essa média oculta dinâmicas distintas: as emissões de energia dispararam +297,9% desde 2010, atingindo 38.163 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) —, enquanto as emissões de resíduos cresceram de forma mais moderada (+28,4%, para 4.193 tCO₂e), ainda inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com o bom desempenho relativo em tratamento de esgoto e destinação domiciliar.
Em síntese, o município evidencia gestão relativamente eficaz de esgoto e resíduos sólidos, contrastando com fragilidades no abastecimento de água (queda de cobertura e perdas elevadas) e com o crescimento acentuado das emissões do setor energético. Recomenda-se priorizar investimentos na infraestrutura hídrica para reverter a queda de cobertura e reduzir perdas, aproveitando a base institucional já consolidada em saneamento para sustentar ganhos ambientais futuros.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
48.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
68.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
103.807 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.193 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
38.163 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
