Águas VermelhasMG
14.486 habitantes · IBGE 3101003
Resumo socioambiental
Águas Vermelhas/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores abaixo da média nacional e mineira. A cobertura de água atingiu 68,0% em 2022, patamar inferior à mediana nacional (76,5%) e ao valor de MG (84,3%), posicionando o município no percentil 40. Mais grave é a queda de -23,4% desde 2008, quando a cobertura chegava a 93,4% — uma regressão de mais de duas décadas. A perda de água na distribuição, embora abaixo da mediana nacional (26,1% vs. 29,9%), ainda representa desperdício expressivo e cresceu +15,8% desde 2008, o que ajuda a explicar a queda na cobertura, já que mais água é captada e tratada sem chegar ao consumidor final.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta de esgoto está em 40,2% (2021), bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e de MG (85,0%), no percentil 21 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, em 31,2% (2022), também fica aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%), apesar de ter avançado +98,2% desde 2008. O município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada em MG (399 unidades). Essa defasagem no tratamento de esgoto tem relação direta com o indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha caído para 18,5% em 2022 (melhora de -27,9% desde 2010), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente a mineira (7,4%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 937.590 tCO₂e em 2024, com alta de +37,9% desde 2010, colocando o município no percentil 89 nacional — entre os maiores emissores relativos do país. O destaque negativo é o setor de energia, que saltou de 5.800 tCO₂e (2010) para 123.419 tCO₂e (2024), variação de +2.027,8%, refletindo mudança estrutural na matriz local (percentil 84 nacional). As emissões de resíduos, de 6.713 tCO₂e (2024), cresceram +34,7% no período e superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), acompanhando o baixo desempenho em coleta e tratamento de esgoto — indicando que o manejo inadequado de efluentes e resíduos contribui simultaneamente para a poluição hídrica e o balanço de carbono municipal.
Por fim, o município convive com vulnerabilidade hídrica relevante: 9 registros de seca observada em 2016, no percentil 85 nacional, sem registros de cheia no mesmo ano. Combinada à baixa cobertura de água e às perdas na distribuição, essa exposição à escassez hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento, especialmente em ampliação de ETEs e redução de perdas, para reverter a trajetória de estagnação observada desde 2015.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
28.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
33.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
860 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
860 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
937.590 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.713 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
123.419 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
