AgudoRS

16.346 habitantes · IBGE 4300109

IA

Resumo socioambiental

Agudo/RS apresenta um quadro de saneamento básico aquém dos parâmetros nacionais, com destaque para a cobertura de água, que atingiu 46,1% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar gaúcho (86,2%), posicionando o município no percentil 17 do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 36,1% em 2024, um aumento de 60,7% desde 2010, superando a mediana nacional (29,1%) e aproximando-se do valor médio do Rio Grande do Sul (39,4%). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência estrutural na rede de abastecimento, que compromete tanto o acesso da população quanto a sustentabilidade do sistema.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: o destino inadequado de domicílios caiu de 31,3% (2010) para 13,5% (2022), redução de 57%, ficando próximo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do desempenho do RS (4,5%). A coleta domiciliar atingiu 73,2% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,9%). Essa melhoria no manejo de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões do setor, que se mantiveram estáveis em torno de 6.216 tCO₂e em 2024, no patamar da mediana nacional — indicando que os ganhos em destinação adequada ainda não geraram redução proporcional nas emissões associadas.

O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que alcançou 510.730 tCO₂e em 2024, alta de 37,6% em relação a 2010 e mais de três vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Agudo no percentil 80 do país. A série histórica mostra grande volatilidade, com pico atípico em 2021 (642.867 tCO₂e), sugerindo forte influência de fatores como mudança de uso do solo ou agropecuária, não detalhados neste dossiê. Em contrapartida, as emissões de energia vêm em trajetória de queda (-26,2% desde 2010, chegando a 23.840 tCO₂e em 2024), o que indica que o problema emissivo do município não está concentrado no setor energético.

Do ponto de vista de infraestrutura energética e riscos hidrológicos, o município possui expressiva capacidade hidráulica instalada (63 MW, percentil 80 nacional), mas capacidade solar ainda incipiente (375 kW, percentil 29, sem crescimento desde a implantação). Os registros de eventos extremos em 2016 — 3 ocorrências de cheia e 4 de seca — situam Agudo entre os municípios de maior percentil nacional (93 e 72, respectivamente), reforçando a necessidade de atenção à gestão de recursos hídricos, tema que se conecta diretamente às fragilidades já identificadas na rede de abastecimento de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.1%

2024

17
14.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.1%

2024

35
60.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.2%

2022

44
6.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.5%

2022

53
57.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

63 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

375 kW

2024

29
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

63 MW

2024

80
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

375 kW

2024

29
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

510.730 tCO₂e

2024

20
37.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.216 tCO₂e

2024

50
8.7% no período

Emissões de energia

SEEG

23.840 tCO₂e

2024

45
26.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.