AimorésMG
26.165 habitantes · IBGE 3101102
Resumo socioambiental
Aimorés/MG apresenta em 2024 indicadores de saneamento básico bastante superiores à média nacional. A cobertura de água atinge 99,7%, muito acima da mediana brasileira de 73,2% e da mediana mineira de 83,3% (percentil 95), enquanto a coleta de esgoto chega a 100,0%, o dobro da mediana nacional de 59,9% (percentil 100). O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de 75,0% em 2010 para 66,8% em 2024, ainda supera com folga a mediana do país (33,3%) e a de Minas Gerais (44,6%), posicionando o município no percentil 74. Chama atenção, porém, o salto da perda de água na distribuição, que passou de 5,4% em 2023 para 19,5% em 2024 — uma alta expressiva que, apesar de ainda estar abaixo da mediana nacional (29,1%) e mineira (35,8%), sinaliza necessidade de atenção à manutenção da rede, especialmente dado o histórico de oscilações bruscas nessa série.
No recorte censitário, os domicílios com coleta de resíduos alcançam 80,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado de resíduos ainda atinge 17,4% dos domicílios, superior tanto à mediana do país (14,9%) quanto, principalmente, à mineira (7,4%). Essa lacuna ajuda a explicar a trajetória crescente das emissões de resíduos, que somaram 17.342 tCO₂e em 2024 (+31,9% desde 2010), quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que o avanço na coleta não foi acompanhado de destinação final adequada.
O balanço de emissões totais de GEE do município soma 600.684 tCO₂e em 2024, com alta de 7,2% em relação a 2010 e concentração expressiva no último ano — muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Aimorés no percentil 83. As emissões de energia, de 34.663 tCO₂e, também superam a mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo a presença de infraestrutura elétrica relevante no território, com potência hidráulica instalada de 264 MW, constante desde 2010 e muito acima da mediana nacional (10 MW), no percentil 91 — indicando papel do município como polo de geração energética regional.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, o registro de 2016 aponta ausência de cheias, mas 3 registros de seca, valor acima da mediana nacional (zero), sugerindo maior vulnerabilidade à estiagem do que a inundações. Em síntese, Aimorés destaca-se positivamente em cobertura de água e esgoto, mas enfrenta desafios crescentes em perda de água na distribuição, destinação final de resíduos e no controle das emissões associadas, que devem ser prioridades para a gestão ambiental municipal nos próximos anos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
264 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
264 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
600.684 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
17.342 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
34.663 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
