AiquaraBA

4.586 habitantes · IBGE 2900603

IA

Resumo socioambiental

Aiquara/BA apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes no saneamento. A coleta de esgoto atinge 100,0% dos domicílios (2021), muito acima da mediana nacional (87,8%) e da própria Bahia (63,0%), colocando o município no percentil 100 nesse indicador. Entretanto, esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento — 0,0% (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%) —, o que anula parte do benefício ambiental da alta cobertura de coleta, já que os dejetos são lançados sem tratamento no ambiente. A cobertura de água também é limitada, em 58,2% (2022), estável desde 2020 e bem inferior à mediana nacional (76,5%) e à baiana (80,7%), refletindo um desafio estrutural de acesso.

A perda de água no sistema de abastecimento, embora tenha variado fortemente ao longo da série (de 1,0% em 2011 para 14,3% em 2022), ainda se mantém abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), posicionando o município em situação relativamente favorável nesse quesito, apesar do salto expressivo entre 2021 e 2022. Quanto aos resíduos sólidos, houve avanço na coleta domiciliar, que passou de 70,1% (2010) para 79,5% (2022), superando a mediana nacional (76,9%). Ainda assim, o destino inadequado de resíduos persiste em 19,5% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), embora com queda relevante frente aos 29,9% de 2010 — uma melhora consistente com o aumento da coleta.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 73.541 tCO₂e em 2024, com recuo de 34,0% frente a 2010 e valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 31 (emissões relativamente baixas). As emissões de resíduos, contudo, cresceram 25,8% desde 2010, atingindo 2.725 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com o aumento da coleta de lixo, mas que reforça a necessidade de destinação final adequada. As emissões de energia, embora ainda pequenas em termos absolutos (1.629 tCO₂e, percentil 5 nacional), quase dobraram desde 2010 (+97,2%), sinalizando um vetor de crescimento a monitorar.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 indicam 2 ocorrências de cheia e 1 de seca, ambos acima da mediana nacional (0 em cada caso), embora os dados sejam pontuais e não permitam avaliação de tendência. Em síntese, Aiquara combina bons indicadores de coleta (esgoto e resíduos) com lacunas críticas de tratamento de esgoto e cobertura de água, exigindo investimentos direcionados ao tratamento sanitário para consolidar os ganhos já obtidos na coleta e conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e energia.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.4%

2024

30
4.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.1%

2024

31
59.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

23.4%

2024

66
2340.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.5%

2022

55
13.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.5%

2022

41
34.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

73.541 tCO₂e

2024

69
34.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.725 tCO₂e

2024

78
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

1.629 tCO₂e

2024

95
97.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.