AiuruocaMG
6.382 habitantes · IBGE 3101201
Resumo socioambiental
Aiuruoca apresenta quadro saneamento misto, com avanços recentes em cobertura e coleta, mas lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água saltou para 75,4% em 2022, alta de 130,5% desde 2012, embora ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 49. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (85,0%), no percentil 100 — um resultado de destaque. Contudo, esse esgoto coletado não recebe tratamento algum: 0,0% em toda a série 2012–2022, contra mediana nacional de 37,7% e mineira de 44,5%, colocando o município no percentil 25. Essa combinação de coleta plena sem tratamento sugere lançamento de efluentes brutos em corpos hídricos, um risco ambiental relevante que contrasta com o bom desempenho formal de coleta.
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 46,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 81 (pior faixa), embora tenha melhorado frente aos picos de 77,5% em 2014-2015. Já os indicadores de resíduos domiciliares mostram trajetória ambígua: os domicílios com coleta caíram de 65,2% (2010) para 52,0% (2022), retrocesso de 20,2% e percentil 17, muito abaixo da mediana nacional (76,9%); por outro lado, o destino inadequado de resíduos recuou de 34,8% para 12,4% no mesmo período, ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e melhor posicionado que a leitura de coleta isolada, o que indica possível mudança na forma de disposição sem necessariamente refletir expansão do serviço formal de coleta.
Nas emissões de GEE, o município soma 54.735 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de 41,4% desde 2010, situando-se no percentil 23 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e) — um resultado ambientalmente positivo em termos absolutos. As emissões de resíduos, porém, cresceram 31,9% no período, para 4.732 tCO₂e, movimento coerente com a fragilidade observada na gestão de coleta domiciliar. As emissões de energia também subiram 15,9%, para 9.684 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, sem elementos para avaliar exposição a extremos hidrológicos nesse indicador.
Em síntese, Aiuruoca avançou em cobertura de água e coleta de esgoto, mas o tratamento inexistente de esgoto e as perdas elevadas na distribuição de água são prioridades urgentes de investimento, especialmente considerando o risco de contaminação de mananciais em área de relevância ambiental na Serra da Mantiqueira. A gestão de resíduos sólidos também demanda atenção, dada a queda na cobertura formal de coleta e o aumento das emissões associadas ao setor.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
50.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
52.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
54.735 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.732 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.684 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
