AlagoaMG

2.816 habitantes · IBGE 3101300

IA

Resumo socioambiental

Alagoa/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 52,9% em 2011, muito abaixo da mediana nacional de 76,5% (2022) e do patamar mineiro de 84,3%, evidenciando déficit estrutural de abastecimento. Já a coleta de esgoto está em nível elevado, com 95,3% (2011), superior à mediana nacional (87,8%, 2021) e à média de Minas Gerais (85,0%). Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em qualidade ambiental, pois o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2010, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — um descompasso relevante frente à mediana nacional de 37,7% e à mineira de 44,5%.

No que se refere a resíduos sólidos, o quadro é preocupante: a cobertura de coleta domiciliar caiu de 72,1% (2010) para 65,1% (2022), retração de 9,6%, colocando o município no percentil 32 nacional, abaixo da mediana (76,9%) e distante da UF (86,1%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos recuou significativamente, de 28,0% para 14,8% no mesmo período (queda de 46,9%), ficando praticamente no percentil 50 nacional, embora ainda acima do valor mineiro (7,4%). Essa combinação — menos cobertura de coleta, mas menos destinação inadequada — sugere mudança na gestão de resíduos, coerente com o aumento de 13,0% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (1.680 para 1.898 tCO₂e), possivelmente refletindo uso de aterros ou processos que geram mais emissões, ainda assim, o volume é modesto: percentil 11 nacional.

Em termos climáticos, Alagoa apresenta um perfil de baixíssimo impacto relativo. As emissões totais de GEE tornaram-se negativas, atingindo -11.015 tCO₂e em 2024 (variação de -150,4% frente a 2010), posicionando o município no percentil 3 nacional, indicando que o território atua como sumidouro líquido de carbono, provavelmente por cobertura vegetal e uso do solo. As emissões de energia cresceram 80,5% no período (1.118 para 2.017 tCO₂e), acompanhando tendência de eletrificação, mas seguem com valores irrisórios frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), e a potência hidráulica instalada é mínima (2 MW), no percentil 25.

Em síntese, o principal desafio de Alagoa é o saneamento: baixa cobertura de água, ausência total de tratamento de esgoto e queda na cobertura de coleta de resíduos são pontos que demandam investimento público prioritário, sobretudo porque o desempenho ambiental favorável (baixas emissões, sumidouro de carbono) pode ser comprometido pelo lançamento de esgoto in natura, com riscos à saúde pública e aos corpos hídricos locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.5%

2024

23
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

52.5%

2024

43
44.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.0%

2024

85

Perda de água

SNIS/SINISA

54.0%

2024

14

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.1%

2022

32
9.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.8%

2022

50
46.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

25
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-11.015 tCO₂e

2024

97
150.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.898 tCO₂e

2024

89
13.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.017 tCO₂e

2024

93
80.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.